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Negociações entre governo e oposição da Venezuela acontecerão em agosto no México, dizem fontes

Reuters
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Negociações entre governo e oposição da Venezuela acontecerão em agosto no México, dizem fontes
Celebração da independência da Venezuela em Caracas

8 de julho de 2021 - 20:23 - Atualizado em 8 de julho de 2021 - 20:26

CARACAS (Reuters) – Representantes do governo e da oposição da Venezuela se preparam para começar uma nova rodada de negociações no México em agosto com o objetivo de superar a profunda crise política do país, disseram fontes familiarizadas com o assunto.

O diálogo será mediado por agentes internacionais e com o apoio do governo da Noruega, que atuou como mediador em uma tentativa anterior de negociação em 2019, e está atualmente em contato com ambas as partes para definir a agenda, afirmaram as fontes. 

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que viu em seu governo o colapso da economia, já disse estar disposto a negociar com a oposição liderada por Juan Guaidó em uma agenda centrada na suspensão de sanções impostas pelos Estados Unidos e por países europeus e que afetam autoridades públicas e instituições como a companhia petroleira estatal e o Banco Central do país. 

As negociações estão sendo preparadas após diplomatas dos Estados Unidos, Canadá e União Europeia dizerem, há duas semanas, que poderiam revisar as sanções, contanto que houvesse “avanços significativos” em direção à realização de eleições transparentes. 

A volta à mesa de negociações representa uma mudança de rumo para a oposição, que no passado acusou o governo de Maduro de utilizar as rodadas de conversas para ganhar tempo e aliviar a pressão internacional. O governo se retirou das conversas promovidas em 2019 em Barbados e em Oslo, após o governo dos Estados Unidos endurecer sanções. 

O governo do presidente Joe Biden, que diz que irá revisar as políticas de sanções herdadas da gestão anterior, não atenuou as medidas impostas aos setores financeiro e petroleiro da Venezuela, e manteve o apoio a Guaidó, reconhecido como o líder legítimo do país sul-americano por Washington e por dezenas de países ocidentais. 

(Reportagem de Vivian Sequera e Mayela Armas, Reportagem adicional de Corina Pons e Ana Isabel Martínez)

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