Internacionais

Na abertura do Congresso, parlamentares do partido de Castillo juram reescrever Constituição do Peru

Reuters
Reuters
Na abertura do Congresso, parlamentares do partido de Castillo juram reescrever Constituição do Peru
Congresso do Peru em Lima

23 de julho de 2021 - 17:46 - Atualizado em 23 de julho de 2021 - 17:51

Por Marco Aquino

LIMA (Reuters) – Os parlamentares do partido do presidente eleito do Peru, Pedro Castillo, juraram nesta sexta-feira, ao assumir seus cargos, que tentarão reescrever a Constituição, um sinal de que o plano de dar ao Estado um papel mais ativo na economia gerará uma dura batalha no próximo mandato de um Congresso fragmentado.

O plano de reescrever a Constituição foi uma das promessas do socialista Castillo durante a campanha eleitoral, um objetivo que ele reiterou após ganhar da candidata de direita Keiko Fujimori, mas que não foi bem recebido por partidos de oposição no novo Congresso.

A maioria dos 37 membros do partido marxista Peru Livre jurou com a mão alçada que pressionarão pela formação de uma assembleia constituinte para substituir a Constituição redigida em 1993 durante o governo do presidente Alberto Fujimori, que dissolveu o Congresso e assumiu amplos poderes.

A intenção de Castillo de reescrever a Constituição deixou a elite política e empresarial alarmada, com temores de que haja uma virada à esquerda para modificar o atual caminho econômico de livre mercado e que sejam criados novos impostos sobre a crucial indústria mineradora para financiar gastos em saúde e educação.

No Congresso com 130 parlamentares, nenhum partido dos 10 representados tem força suficiente para impulsionar sozinho uma reforma constitucional. As 24 cadeiras da Força Popular, partido de Keiko Fujimori, que perdeu a presidência e tem a segunda minoria parlamentar, juraram defender a atual Carga Magna.

No Congresso, membros do grupo esquerdista Juntos Pelo Peru – aliado de Castillo com cinco assentos – também prometeram uma nova Carta Magna. Mas os partidos de direita Renovação Popular e Avança País se juntaram à oposição da Força Popular.

Representantes dos demais grupos políticos manifestaram objeções a uma nova Constituição, embora tenham deixado em aberto a possibilidade de apoiar alguma reforma parcial.

tagreuters.com2021binary_LYNXMPEH6M16G-BASEIMAGE