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Mulher mata companheiro com veneno em milkshake; paramédico que atendeu o caso era ex da assassina

A polícia descobriu que a mulher fez o marido mudar seu testamento para que ela fosse amparada financeiramente após a morte do homem

Aline
Aline Taveira / Produtora com informações do Daily Star
Mulher mata companheiro com veneno em milkshake; paramédico que atendeu o caso era ex da assassina
(Foto: Reprodução)

14 de setembro de 2021 - 12:12 - Atualizado em 14 de setembro de 2021 - 12:12

Natasha Beth Darcy foi condenada a 46 anos de prisão por matar o marido, Mathew Dunbar, de 42 anos, depois de misturar sedativos em seu milkshake e intoxicá-lo com um gás tóxico, em New South Wales, na Austrália. Investigações comprovaram que Natasha, tinha histórico de se drogar e tentar matar por dinheiro, como no caso de Dunbar – antes de morrer, ela o convenceu a mudar seu testamento.

No dia do crime, em 2017, Natasha, com 46 anos, disse aos investigadores que o marido havia cometido suicídio, alegando que ele estava lutando com o fato de ser “secretamente gay” e deprimido por causa de um ferimento na perna. A polícia constatou, no entanto, que o plano de assassinato de Natasha era antigo.

Segundo a polícia, o casal se conheceu em um site de namoro e não demorou muito para que Darcy começasse a importunar Dunbar para mudar seu testamento para que ela recebesse sua propriedade de £ 2 milhões, equivalente a R$ 7 milhões, se ele morresse.

Em 2015, um ano após o início do romance, ela teria enviado uma mensagem sobre o assunto:

“Você pode prometer fazer uma coisa por mim esta semana? Ligue para o advogado para marcar uma consulta para resolver seu testamento”, teria dito ela.

Ele não respondeu e, em minutos, sua próxima mensagem foi: “Ok, seu silêncio diz tudo.”

Segundo o Daily Star, em 2017, ela pesquisou “Como cometer assassinato” no Google. Logo depois, ela perguntou “A polícia pode ver os sites que você visita?”. Ao investigar o histórico de pesquisas, a polícia descobriu praticamente um manual de assassino, com buscas por aranhas mortais, plantas tóxicas que parecem comida e “como matar alguém com gás hélio”.

(Foto: Reprodução/Facebook)

Modus operandi antigo

A polícia descobriu que ação de Natasha era antiga. O paramédico que atendeu a ocorrência da morte de Dunbar, Colin Crossman, era coincidentemente ex-marido de Natasha e afirmou ter sido uma de suas vítimas. Segundo ele, quando estavam juntos, em 2009, Natasha insistiu que Crossman fizesse um seguro de vida e logo depois bateu em sua cabeça com um martelo.

Em depoimento, ela alegou que Dunbar queria morrer e disse que o casal nunca teve relação sexual. Em seu julgamento, ela negou o assassinato, mas admitiu ter “ajudado” Dunbar a se matar, colocando um saco plástico em volta da cabeça e envenenando-o com gás.

O laudo da necropsia atestou que Dunbar foi drogado com um milkshake com sedativos, entre eles, um tranquilizante para cavalos. A polícia também descobriu, depois de assistir a um episódio da sitcom americana Frasier, que Darcy abordou uma amiga e ofereceu-lhe £ 10.000, cerca de R$ 70 mil, para mentir e dizer que sua vítima havia falado sobre suicídio com ela.