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Médico rouba cadáver de paciente e usa como boneca sexual por 8 anos

O caso só foi descoberto depois que uma irmã de Maria Elena ouviu boatos de que o médico estaria dormindo com o corpo da jovem paciente

Redação RIC Mais
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Médico rouba cadáver de paciente e usa como boneca sexual por 8 anos
O corpo de Elena foi levado do mausoléu para a casa do médico. (Foto: Biblioteca Pública de Florida Keys)

9 de junho de 2021 - 17:15 - Atualizado em 9 de junho de 2021 - 17:15

A história de Carl Tanzler é daquelas que revoltam e enojam ao mesmo tempo. Apaixonado por uma paciente de 22 anos, o médico se aproveitou do luto dos pais de Maria Elena Milagro de Hoyos para roubar seu cadáver e usar como boneca sexual durante vários anos. 

Tudo começou em 1930, quando Carl, então com 54 anos, conheceu Elena no Hospital da Marinha em Key West, Flórida, EUA. Ela havia contraído tuberculose e sua família procurou o profissional para tentar salvá-la. Por alguma razão, o médico passou a acreditar que sua nova paciente era a mesma mulher que aparecia para ele em visões desde a infância e que sua tia falecida havia lhe dito que eles se casariam.

Apesar dos esforços, depois de pouco mais de um ano, a deslumbrante jovem cubana morreu e o que se seguiu foi um dos casos mais chocantes de roubo de túmulos e necrofilia conhecidos. De acordo com o jornal Daily Star, Carl declarou à família que fazia questão de pagar um grande e chique mausoléu para Elena ser sepultada e os pais acabaram aceitando por acreditarem que ele se sentia culpado por não ter conseguido salvá-la. 

No entanto, assim que o corpo estava seguro dentro do mausoléu, o médico começou a entrar sorrateiramente no local durante a noite e tratou de conservar o corpo em formol para que pudesse passar horas conversando com a ‘noiva cadáver’. Segundo as investigações, quando o cheiro da decomposição era demais, ele se sentava do lado de fora da cripta e continuava a sussurrar palavras doces por um telefone especial.

Enquanto viva, Elena não fez nada para sugerir que ela pudesse se apaixonar pelo médico, apesar de ele deixar seus sentimentos muito claros e cobri-la de presentes caros. Mesmo assim, Carl permaneceu convencido de que o fantasma dela apareceria e confessaria seu amor por ele.

Passado algum tempo, o médico resolveu roubar o corpo da paciente e levá-lo para casa. Determinado a reanimá-la e cumprir a profecia de sua tia, ele tentou todos os tipos de experimentos e tratamentos para trazer a mulher de volta à vida, acreditando que a morte teria ‘curado’ sua doença.

O cadáver da paciente foi transformado em uma boneca sexual. (Foto: Biblioteca Pública de Florida Keys)

Além de mergulhar seu corpo em perfumes e conservantes para esconder o cheiro de decomposição, ele usou cordas de piano para manter seus ossos juntos enquanto seus músculos e ligamentos se desintegravam. Ele também removeu os olhos de Elena, substituindo-os por olhos de vidro, e alisou sua pele com uma pasta feita de cera e seda. Com os fios que caíram da cabeça do cadáver, ele fez uma peruca, mas o mais assustador foram as modificações feitas para que ele pudesse manter relação sexual com a paciente: ele inseriu um tubo de papelão nas partes íntimas de Elena e encheu seu corpo e seios com trapos para manter sua forma. 

Por fim, o médico demente a vestiu com um vestido de noiva branco e a deitou em sua cama, onde ela permaneceria por quase uma década. Somente em outubro de 1940, quando a irmã de Elena ouviu relatos de que o médico estaria dormindo com o cadáver da jovem e foi até a casa de Carl, é que o crime foi descoberto. 

O médico se apaixonou pela paciente e desenvolveu uma obsessão doentia. (Foto: Biblioteca Pública de Florida Keys)

Ele chegou a ser preso, mas o prazo de prescrição de seu crime de roubo de túmulos expirou e ele foi libertado.Incrivelmente, a opinião pública da época teve pena dele e considerou suas ações como as de um romântico apaixonado, ao invés de um pervertido necrófilo.

Já o corpo de Elena foi exposta em uma  casa funerária e só foi sepultada após cerca de 7 mil pessoas terem ‘visitado’ seus restos mortais. 

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