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Médica é presa suspeita de assassinar as três filhas dentro de casa

O pai das crianças foi quem encontrou as meninas mortas e a esposa ferida em estado grave

Aline
Aline Taveira / Produtora
Médica é presa suspeita de assassinar as três filhas dentro de casa
(Foto: Reprodução/NZ Herald)

23 de setembro de 2021 - 09:28 - Atualizado em 23 de setembro de 2021 - 09:28

A médica sul-africana Lauren Anne Dickason, de 40 anos, foi presa na quinta-feira (16) após ser considerada a principal suspeita do assassinato das três filhas: as gêmeas Karla e Maya, de dois anos, e a mais velha, Liane, de seis. Foi o marido de Lauren e pai das crianças, Graham Dickason, que encontrou as filhas mortas em casa quando voltava do trabalho, por volta das 22h.

Os vizinhos relataram que o ouviram gritar: “Isso está realmente acontecendo?”. Segundo a polícia, Lauren também foi encontrada com ferimentos graves e correu para o hospital, localizado próximo da residência, assim que o marido viu a cena do crime.

A família se mudou há pouco mais de um mês para a cidade de Timaru, na Ilha Sul da Nova Zelândia, vindos de Pretoria, na África do Sul. Lauren e Graham eram cirurgiões ortopédicos e moravam em uma casa alugada pelo hospital para profissionais de saúde visitantes.

“É uma perda que carregarei comigo para o resto da minha vida… Minhas palavras são poucas. Neste momento de terrível tragédia e adversidade, só posso pedir oração… Por forças e por cura. Por favor, ore também por minha adorável Lauren, pois eu honestamente acredito que ela é uma vítima disso também. Eu já a perdoei e exorto você a fazer o mesmo em seu próprio tempo… é a chave para curar essa perda que todos nós experimentamos”, afirmou Graham à imprensa local.

Lauren Dickason ficou em silêncio enquanto era acusada oficialmente da morte das filhas, no Tribunal Distrital de Timaru, na Nova Zelândia. Segundo o NZ Herald, ela parecia angustiada e abatida e foi imediatamente encaminhada a uma unidade de saúde mental para detentos, onde ficará até sua próxima audiência no tribunal em 5 de outubro. De acordo com o jornal local, o juiz Dominic Dravitzki ordenou um relatório de saúde mental para estabelecer o estado de Dickason no momento dos supostos assassinatos.