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Mais de 4 mil pessoas receberam água do mar em vez de vacina contra a Covid-19

14 suspeitos de envolvimento no esquema já foram presos, o hospital foi fechado e todo o dinheiro arrecadado com a fraude foi confiscado

Aline
Aline Taveira / Produtora com informações do Times of India
Mais de 4 mil pessoas receberam água do mar em vez de vacina contra a Covid-19
(Foto: INDRANIL MUKHERJEE / AFP)

6 de julho de 2021 - 16:07 - Atualizado em 6 de julho de 2021 - 16:12

Mais de 4 mil pessoas podem ter recebido água do mar no lugar de uma dose de vacina contra a covid-19 na região de Mumbai, a cidade mais populosa da Índia. A imprensa local afirma que dirigentes de um importante hospital na região são os responsáveis por um elaborado esquema para aplicação de vacinas falsas.

A polícia já prendeu 14 suspeitos de participarem do esquema, incluindo o dono do hospital Shivam, Shivraj Pataria, e sua esposa, Neeta, além de funcionários e alunos, e o hospital foi lacrado pelas autoridades nesta segunda-feira (5). Além disso, todo o dinheiro arrecadado pelos fraudadores, 1,24 milhão de rúpias, o equivalente a cerca de R$ 850 mil, foi confiscado.

De acordo com o Times Of India, com a expansão da campanha de vacinação, os proprietários do hospital decidiram fazer um cadastro para realizar a imunização em postos em outros locais da cidade, enquanto buscavam comprar mais 100 mil doses de vacina. No entanto, não conseguiram pagar as doses. Sem os imunizantes, o grupo decidiu encher ampolas com água do mar e vacinar os inscritos. Ao todo, pelo menos 9 postos aplicaram vacinas falsas em um total de 4.077 pessoas.

O esquema foi descoberto quando funcionários do sistema de saúde indiano notaram a falta de certificados das vacinas aplicadas, além de alguns documentos falsificados ou duplicados. Pacientes também relataram à polícia que acharam estranho que só poderiam pagar pela vacinação em dinheiro vivo.

“Eles tinham regras bem definidas para esses postos. As ampolas eram guardadas em caixas térmicas, para evitar suspeitas. Algumas vezes, eles guardavam os frascos dentro de geladeiras desligadas. Outra regra importante era que eles não deixavam ninguém tirar fotos nesses locais”, explicou um investigador ao Times Of India.

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