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Líder da oposição russa alega “tortura” com privação de sono e falta de atenção médica durante prisão

Reuters
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Líder da oposição russa alega “tortura” com privação de sono e falta de atenção médica durante prisão
Líder da oposição russa, Alexei Navalny, durante audiência em tribunal em Moscou

25 de março de 2021 - 15:34 - Atualizado em 25 de março de 2021 - 15:36

Por Andrew Osborn e Gabrielle Tétrault-Farber

MOSCOU (Reuters) – Crítico do Kremlin atualmente preso, Alexei Navalny disse nesta quinta-feira que ser acordado por um guarda a cada hora durante a noite equivale a tortura e que seu apelo para ser tratado de uma dor aguda nas costas e pernas foi recusado como tentativa deliberada de subjugá-lo.

Navalny, um dos críticos mais proeminentes do presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez as alegações em duas apelações oficiais às autoridades que ele passou aos advogados que o visitaram na colônia penal corretiva IK-2, localizada 100 quilômetros a leste de Moscou.

O Serviço Penitenciário Federal havia dito mais cedo nesta quinta-feira que a saúde de Navalny é estável e satisfatória.

Seus advogados, que foram impedidos de ter acesso a ele no dia anterior, questionaram isso depois de visitá-lo, dizendo que ele estava em mau estado e que precisava ver um médico de fora urgentemente para receber tratamento.

O político opositor de 44 anos disse nas apelações que autoridades prisionais recusaram o pedido que ele fez no mês passado para que um médico civil o veja, apesar de uma dor excruciante nas costas e uma dormência na perna.

“Considero a deterioração de minha saúde a consequência direta das ações e inações de funcionários do Serviço Penitenciário Federal, que visam deliberadamente me negar cuidado médico adequado e minar minha saúde”, escreveu ele.

Autoridades prisionais dizem que a prática de acordá-lo de hora em hora é necessária porque ele é considerado um prisioneiro com risco de fuga.

Yulia Navalnaya, a esposa de Navalny, disse que o tratamento que o marido recebe na prisão é uma vingança por suas atividades na oposição.

(Reportagem adicional de Anton Kolodyazhnyy e Polina Nikolskaya)

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759)) REUTERS ES

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