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Acusados de pedofilia podem perder casas, carros e dinheiro em nova lei da Austrália

A Força Tarefa de Confisco de Ativos Criminais (CACT) é liderada pela Polícia Federal da Austrália (AFP), que agora terá como alvo os pedófilos com uma estratégia agressiva

Renata
Renata Nicolli Nasrala / Editora
Acusados de pedofilia podem perder casas, carros e dinheiro em nova lei da Austrália
Foto: reprodução AFP da Austrália

15 de setembro de 2020 - 13:14 - Atualizado em 15 de setembro de 2020 - 13:14

Uma nova lei australiana pode fazer com que acusados de pedofilia percam casas, carros e dinheiro. A ação faz parte de uma repressão da Polícia Federal local contra os crimes de pedofilia.

Acusados de pedofilia serão altamente vigiados pela Polícia Federal da Austrália

De acordo com Peter Dutton, Ministro do Interior, a nova lei faz parte de um plano inovador que fará com que a polícia tome os bens de criminosos que ganham dinheiro explorando crianças.

“Se for descoberto que um criminoso sexual está lucrando ou tentando lucrar com a exploração de crianças ele pode ter sua conta bancária, sua casa ou até mesmo seu carro apreendido”, disse ele à New Corp.

Peter Dutton afirmou ainda que os alvos serão àqueles que lucram com um comércio abominável de abuso infantil.

Conforme a Polícia Federal australiana, durante a pandemia os servidores da dark web travaram devido a uma alta demanda de australianos que assistem crianças sendo abusadas online.

“É verdadeiramente revoltante que os criminosos lucrem com o abuso, a degradação e a miséria de crianças”, escreveu o comissário da AFP Reece Kershaw Kershaw, que afirmou ainda que usará toda a força da lei para prender os infratores e despojá-los de seus bens.

A Força Tarefa de Confisco de Ativos Criminais (CACT) é liderada pela Polícia Federal da Austrália (AFP), que agora terá como alvo os pedófilos com uma estratégia agressiva.

Para isso, a CACT seguirá trilhas de dinheiro online usando polícia, advogados, investigadores financeiros e contadores forenses.

“O CACT é altamente qualificado no que faz e é implacável e determinado em sua busca pela justiça”, afirmou Kershaw Kershaw.

Entre julho de 2019 e maio deste ano, a AFP apresentou 1.078 acusações de Exploração Infantil da Commonwealth contra 144 pessoas.