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EUA podem apresentar denúncias de conspiração sediciosa em investigação de invasão ao Capitólio

Reuters
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EUA podem apresentar denúncias de conspiração sediciosa em investigação de invasão ao Capitólio
Apoiadores de Trump invadem o Capitólio de Washington

12 de janeiro de 2021 - 20:40 - Atualizado em 12 de janeiro de 2021 - 20:40

Por Sarah N. Lynch e Mark Hosenball e Eric Beech

WASHINGTON (Reuters) – Os Estados Unidos abriram investigações criminais contra mais de 170 pessoas que invadiram o Capitólio na semana passada e planejam apresentar acusações contra alguns dos invasores por crimes de agressão e conspiração sediciosa pelo episódio de violência, anunciou um procurador federal nesta terça-feira. 

Centenas de apoiadores do presidente Donald Trump invadiram o prédio do Capitólio enquanto o Congresso realizava uma sessão para certificar a vitória eleitoral do presidente eleito Joe Biden, provocando a fuga apressada de parlamentares em busca de segurança e deixando cinco mortos. 

O procurador federal de Washington em exercício Michael Sherwin disse que seu gabinete espera que centenas de pessoas sejam indiciadas, uma vez que o FBI revisa mais de 100 mil fotos e vídeos do episódio — alguns deles feitos pelos próprios participantes enquanto estilhaçavam janelas e roubavam itens. 

“O escopo e a escala dessa investigação e esses casos são realmente sem precedentes, não apenas na história do FBI, mas provavelmente na história do Departamento de Justiça”, disse Sherwin em entrevista coletiva. “As imediações do Capitólio, internas e externas são uma cena de crime”. 

Sherwin disse que 70 casos criminais foram abertos até agora, mas previu que centenas de casos sairão da investigação. 

Embora muitos deles envolvam pessoas cujas fotos viralizaram nas redes sociais, como as de um homem fotografado sentado na escrivaninha da presidente da Câmara Nancy Pelosi, o procurador disse que acusações mais sérias irão aparecer e que um grão júri está revisando os casos. 

(Reportagem de Sarah N. Lynch, Mark Hosenball e Eric Beech; reportagem adicional de Jonathan Stempel em Nova York, e Brad Heath e Jan Wolfe em Washington)

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