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EUA condenam “campanha de terror” da Nicarágua contra oposição

Reuters
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EUA condenam “campanha de terror” da Nicarágua contra oposição
Manifestante participa de vigília por presos políticos e vítimas de protestos contra presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em Manágua

22 de junho de 2021 - 18:40 - Atualizado em 22 de junho de 2021 - 18:41

(Reuters) – A pressão internacional sobre o governo da Nicarágua aumentou nesta terça-feira, após os Estados Unidos descreverem a repressão do presidente Daniel Ortega à oposição como uma “campanha de terror” que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), significa que as eleições marcadas para o mês de novembro não devem ser livres e justas.

O governo de Ortega prendeu ao menos 14 políticos de oposição nas últimas semanas, entre eles cinco candidatos à Presidência do país, antes das eleições nas quais o atual líder irá disputar um quarto mandato consecutivo.

“Nós condenamos esta atual campanha de terror nos termos mais inequívocos”, disse o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Ned Price a jornalistas. Ele acrescentou que os Estados Unidos iriam “utilizar todas as ferramentas diplomáticas e econômicas à nossa disposição” para promover eleições justas.

O governo norte-americano já impôs sanções à filha de Ortega e a seus aliados e ameaçou rever “atividades relacionadas ao comércio”.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse ao Conselho de Direitos Humanos da entidade que a situação está se deteriorando rapidamente e classificou as prisões como “arbitrárias”. 

“Isso faz com que seja improvável que a população da Nicarágua possa exercer totalmente seus direitos políticos nas eleições”, disse Bachelet, apontando que as recomendações de seu gabinete ao governo da Nicarágua nos últimos anos não foram implementadas.

Em um comunicado conjunto, 59 países afirmaram que compartilham das preocupações de Bachelet e que duvidam que a Nicarágua possa promover eleições justas.

(Reportagem de Stephanie Nebehay em Genebra; Daina Beth Solomon e Raul Cortes na Cidade do México; e Daphne Psaledakis em Washington)

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