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Etiópia lança caçada contra líderes do Tigré e diz que operação militar terminou

Reuters
Reuters

29 de novembro de 2020 - 14:12 - Atualizado em 29 de novembro de 2020 - 14:12

ADIS-ABEBA/NAIRÓBI (Reuters) – O governo da Etiópia iniciou neste domingo uma caçada contra os líderes de uma facção rebelde de Tigré, no norte do país, depois de anunciar que tropas federais haviam assumido o controle da capital regional Mekelle e que as operações militares haviam sido completadas.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse que hospitais em Mekelle estão com falta de suprimentos como luvas para cuidar dos feridos, e um hospital precisava de sacos para os corpos dos mortos. Um comunicado do comitê não forneceu os números de mortos e feridos, mas disse que a situação estava “calma” no domingo.

O governo não afirmou se houve fatalidades em sua ofensiva para controlar a cidade.

O primeiro-ministro Abiy Ahmed tem tentado sufocar a rebelião da Frente de Libertação do Povo de Tigré, um partido poderoso e com base étnica que dominou o governo central por quase três décadas antes de Abiy chegar ao poder, em 2018.

Ele disse na noite de sábado que tropas federais haviam tomado o controle de Mekelle em questão de horas após o início da ofensiva, dissipando o medo de combates prolongados na cidade com 500.000 pessoas.

O líder da Frente, Debretsion Gebremichael, afirmou posteriormente à Reuters, em uma série de mensagens de texto, que suas forças haviam se retirado dos arredores da cidade, mas que continuariam lutando, inflando a perspectiva de uma longa guerra de guerrilha.

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