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Escolhida de Trump para Suprema Corte se reúne com senadores em corrida para confirmação

Reuters
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Escolhida de Trump para Suprema Corte se reúne com senadores em corrida para confirmação
Juíza Amy Coney Barrett, indicada a Suprema Corte dos Estados Unidos, em reunião no Senado dos EUA

29 de setembro de 2020 - 14:18 - Atualizado em 29 de setembro de 2020 - 14:21

Por Andrew Chung e Lawrence Hurley

WASHINGTON (Reuters) – A corrida de senadores republicanos dos Estados Unidos para confirmar Amy Coney Barrett em uma vaga vitalícia na Suprema Corte dos EUA, a terceira indicada do presidente Donald Trump, começou a todo vapor nesta terça-feira, quando a juíza conservadora se encontrou com os senadores no Capitólio, começando com o líder da maioria, Mitch McConnell.

Barrett, que Trump anunciou no sábado como sua indicada para o lugar da falecida juíza progressista Ruth Bader Ginsburg, iniciou um dia repleto de reuniões informais em uma sala de conferências do Senado.

Diante da oposição dos democratas à indicação, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, que prestigiou a visita de Barrett, disse que a juíza deveria receber uma “audiência respeitosa” do Comitê Judiciário do Senado, seguida por uma confirmação rápida no plenário da Casa.

“Nós realmente acreditamos que a juíza Barrett representa o melhor da América, pessoalmente, em termos de seu grande intelecto e sua grande formação”, disse Pence aos repórteres.

Os republicanos têm uma maioria de 53 a 47 no Senado, e a confirmação parece certa, mas os democratas podem tentar tornar o processo o mais turbulento possível diante da iminência da eleição presidencial de 3 de novembro. Se Barrett for confirmada, como se espera, a maioria conservadora do tribunal aumentará para 6 a 3.

Nem Pence nem McConnell respondeu perguntas sobre o cronograma da votação no Senado nem se Barrett deveria se omitir de possíveis casos relacionados à eleição que poderiam chegar à corte no futuro.

No Sétimo Circuito, Barrett mostrou ser uma conservadora confiável. Grupos de defesa do aborto disseram que sua entrada no tribunal poderia ameaçar o veredicto histórico de 1973 que tornou a prática legal em toda o território dos EUA.

(Por Andrew Chung em Nova York e Lawrence Hurley, Richard Cowan, Daphne Psaledakis, Susan Cornwell e David Morgan em Washington)

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