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Enfermeira perde a custódia do filho por trabalhar durante a pandemia

O tribunal decidiu que o emprego da profissional de saúde é um risco para a criança devido a pandemia do novo coronavírus

Redação RIC Mais
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Enfermeira perde a custódia do filho por trabalhar durante a pandemia
Foto: Reprodução

2 de dezembro de 2020 - 17:21 - Atualizado em 2 de dezembro de 2020 - 17:25

Uma enfermeira perdeu a custódia de seu filho de cinco anos em uma batalha judicial com seu ex-marido depois que o tribunal decidiu que seu trabalho é um risco para a saúde, em razão da pandemia do novo coronavírus

Cemile Deniz, de 31 anos, trabalha na unidade de Serviços de Saúde Domiciliar do Hospital Estadual na cidade de Ordu, na Turquia. Como já havia recebido a custódia provisória da criança e aguardava apenas a confirmação do juiz para que a situação fosse oficializada, a mãe jamais imaginou que sua profissão pudesse ser usada como motivo para mantê-la longe da criança

No entanto, segundo o The Mirror, seu ex-marido, Mehmet Atakan Deniz, alegou ao tribunal que o menino estava em risco de ser infectado pelo novo coronavírus por causa do emprego de enfermeira da mãe

“A mãe da criança é enfermeira de ambulância e entra e sai constantemente da casa das pessoas, a criança corre sério risco devido à pandemia do coronavírus”, disse o advogado de Deniz. 

Foi então que o juiz responsável pelo caso concordou e concedeu a custódia temporária ao pai e declarou que mãe poderá ver o filho em fins de semana alternados até que uma nova audiência seja marcada. 

“Todos nós tomamos precauções contra o coronavírus. O Ministério da Saúde me dá todo o meu equipamento. Antes de ir à casa do paciente, é verificado se quem mora naquela casa possui covid-19. O pai de Kuzey é policial do município de Altinordu. O trabalho dele corre um risco maior do que o meu”, desabafou a mãe consternada. 

A União Feminina Turca se manifestou sobre o caso e declarou que a decisão servirá de mau exemplo para todos os profissionais de saúde que quiserem se divorciar

“É muito errado separar a criança da mãe tirando proveito das dificuldades que os profissionais de saúde estão enfrentando agora. Isso vai dar um mau exemplo e todo profissional de saúde que quiser se divorciar terá que enfrentar isso. Isso também é preconceito contra as mulheres”, disse Ayse Akbulut Cubukcu, da União Feminina Turca.

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