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Desigualdade de terra crescente agrava lacunas de gênero e mudança climática

Reuters
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24 de novembro de 2020 - 14:50 - Atualizado em 24 de novembro de 2020 - 14:50

Por Rina Chandran

BANGCOC (Thomson Reuters Foundation) – A desigualdade na distribuição de terras está crescendo em todo o mundo, o que ameaça a subsistência de 2,5 bilhões de pessoas que dependem diretamente da agricultura e agrava as disparidades de gênero e saúde e os impactos da mudança climática, alertaram pesquisadores nesta terça-feira.

A lacuna crescente na posse e no acesso a terras prejudica especialmente os agricultores pequenos e marginais, as mulheres e as comunidades indígenas e rurais, de acordo com um relatório da Coalizão Internacional de Terras (ILC) e a instituição de caridade antipobreza Oxfam.

Enquanto as comunidades indígenas e rurais estão sendo espremidas em porções menores de terra ou totalmente extirpadas, a terra está cada vez mais concentrada em poucas mãos, em sua maioria as de grandes empresas e investidores agrícolas, mostrou a pesquisa.

“À medida que investimentos corporativos e financeiros crescem, a posse e o controle de terras se tornam mais concentrados e cada vez mais opacos”, disse Ward Anseeuw, analista da ILC e coautor do relatório.

“A desigualdade de terra reduz as oportunidades para gerações rurais mais jovens, especialmente garotas, melhorarem de vida. No prazo mais longo, ela é prejudicial para o desenvolvimento humano, a estabilidade sócio-política e a sustentabilidade ambiental.”

O estudo, que mediu a desigualdade de terra usando dados tradicionais de censos, além de ocupação, qualidade de terras e outros indicadores em 17 países, descobriu que a concentração de terras aumentou em quase todas as regiões do planeta desde 1980.

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