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Mulher desaparecida há dois anos é encontrada viva boiando no mar

“Eu nasci de novo, disse para Deus que eu não queria morrer”, disse a mulher desaparecida que foi resgatada por pescadores

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações de agências
Mulher desaparecida há dois anos é encontrada viva boiando no mar
(Foto: Reprodução)

29 de setembro de 2020 - 19:37 - Atualizado em 29 de setembro de 2020 - 19:40

“Um milagre!” Foi a palavra que a família de Angélica Gaitan, 46 anos, desaparecida há dois anos, usou quando soube que a filha foi encontrada boiando no mar, por dois pescadores. O resgate aconteceu no último sábado (26).

De acordo com o depoimento dos pescadores. A mulher que desapareceu há dois anos estava agarrada em uma boia, de olhos fechados e sentindo muito frio.

Angélica estava tão fragilizada, que mal conseguia responder aos dois pescadores que a encontraram a dois quilômetros da praia, em Puerto Colombia, no litoral da Colômbia.

Rolando Visbal, um dos pescadores, conversou com a mulher em espanhol e inglês para tentar descobrir se ela entendia alguma coisa. A mulher foi resgatada e puxada para o barco.

Segundo informações do jornal La Libertad, a mulher não conseguiu responder, mas ela improvisou um pedido de socorro para que os dois pescadores a vissem. Angélica chorou quando foi resgatada e bebeu água. “Eu nasci de novo, disse para Deus que eu não queria morrer”, ela disse.

Mulher desaparecida

O que aconteceu com a mulher ao longo dos últimos dois anos ainda é um mistério. As autoridades colombianas estão investigado o caso.

De acordo com o depoimento dela, Angélica foi vítima de violência doméstica durante 20 anos. E ela conta que fugir para que o marido não a matasse.

“Durante 20 anos, tive um relacionamento tóxico, fui violada pelo meu ex-marido. O abuso começou na primeira gravidez, ele batia-me e agredia violentamente, na minha segunda gravidez, o abuso continuou e não pude fugir dele porque as meninas eram pequenas”, relata.

Em setembro de 2018, a família deixou de saber o seu paradeiro. A mulher alega que viveu numa situação difícil durante seis meses em Barranquilla, onde foi acolhida em um abrigo para moradores de rua. Ela disse que entrou em depressão.

Resgate no mar

Sem explicar como foi parar no meio do oceano, a mulher disse que se lembra de estar na praia e entrar na água. As filhas de Angélica Gaitan, alegam que a mãe mente sobre os abusos sofridos.

O caso está sendo investigado e mulher será levada para Bogotá, capital da Colômbia.