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China vai lançar sonda à lua em primeira missão de coletagem de amostra desde anos 1970

Reuters
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22 de novembro de 2020 - 13:43 - Atualizado em 22 de novembro de 2020 - 13:43

Por Ryan Woo

PEQUIM – A China planeja lançar nesta semana uma espaçonave não tripulada à lua para coletar rochas lunares nesta que será a primeira tentativa de qualquer país de colher amostras do satélite natural da Terra desde os anos 1970.

A sonda Chang’e-5, batizada em homenagem à antiga deusa da lua na mitologia chinesa, buscará coletar material que possa ajudar os cientistas a entender mais sobre a origem e a formação da lua. A missão vai testar a capacidade do país de adquirir remotamente as amostras no espaço antes de missões mais complexas.

Se for bem sucedida, a missão tornará a China o terceiro país a coletar amostras lunares, depois de Estados Unidos e União Soviética décadas atrás.

Desde que a União Soviética fez o pouso forçado do Luna 2 na lua em 1959 –primeiro objeto de fabricação humana a alcançar outro corpo celestial– alguns outros países, incluindo Japão e Índia, também lançaram missões à lua.

No programa Apollo, que colocou pela primeira vez o homem na lua, os Estados Unidos pousaram 12 astronautas ao longo de seis voos entre 1969 e 1972, trazendo de volta 382 kg de rochas e solo.

A União Soviética implementou três missões robóticas bem-sucedidas de coletagem de amostras na década de 1970. A última, Luna 24, coletou 170,1 gramas de amostras em 1976 do Mare Crisium, ou “Mar das Crises”.

A sonda chinesa, com lançamento previsto para os próximos dias, tentará coletar 2 kg de amostras em uma área anteriormente não visitada em uma planície de lava maciça conhecida como Oceanus Procellarum, ou “Oceano de Tempestades”.

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