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CDC mantém orientação sobre máscaras apesar de avanço da variante Delta nos EUA

Reuters
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CDC mantém orientação sobre máscaras apesar de avanço da variante Delta nos EUA
Edifício do CDC em Atlanta

22 de julho de 2021 - 14:45 - Atualizado em 22 de julho de 2021 - 14:46

Por Carl O’Donnell e Jeff Mason

(Reuters) – O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) não revisou sua orientação sobre o uso de máscaras, mesmo com a mais infecciosa variante Delta da Covid-19 se espalhando pelo país e aumentando a contagem de casos, disse a diretora do CDC, Rochelle Walensky, nesta quinta-feira.

Em uma teleconferência com jornalistas, Walensky se recusou a dizer se o CDC está considerando mudar a orientação atual. O CDC relaxou em maio sua recomendação sobre o uso de máscaras, permitindo que as pessoas totalmente vacinadas não usem a proteção na maioria dos espaços públicos.

Os comentários desta quinta-feira foram feitos um dia depois de o presidente dos EUA, Joe Biden, dizer que o CDC provavelmente aconselharia as crianças não vacinadas a usarem máscaras na escola, à medida que os distritos escolares em todo o país se preparam para reabrir no próximo ano letivo.

A média de sete dias de novos casos de Covid-19 nos Estados Unidos aumentou 53% em relação à semana anterior, disse Walensky. A variante Delta, que foi encontrada pela primeira vez na Índia, agora compreende mais de 80% dos novos casos nos EUA.

Alguns hospitais norte-americanos estão atingindo seus limites de capacidade à medida que os casos de Covid-19 continuam aumentando, disse Walensky.

O aumento de casos concentra-se em regiões dos Estados Unidos com taxas de vacinação mais baixas. Flórida, Texas e Missouri respondem por 40% de todos os novos casos no país, com cerca de 1 em 5 de todos os novos casos nos EUA ocorrendo na Flórida, segundo o diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Covid-19, Jeffrey Zients.

O principal especialista em doenças infecciosas dos EUA, Anthony Fauci, disse que não há razão para as pessoas que receberam a vacina da Johnson & Johnson contra a Covid-19 presumirem que precisam receber uma dose adicional das vacinas da Pfizer ou da Moderna para se protegerem contra novas variantes.

(Reportagem de Carl O’Donnell em Nova York e Jeff Mason e Lisa Lambert em Washington)

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