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Atriz que ficou tetraplégica por causa de um pretzel que comeu recebe R$ 168 milhões de indenização

Empresa de emergências médicas que a atendeu não tinha na ambulância o medicamento necessário pra interromper a reação alérgica

Giselle
Giselle Ulbrich
Atriz que ficou tetraplégica por causa de um pretzel que comeu recebe R$ 168 milhões de indenização

13 de abril de 2021 - 18:30 - Atualizado em 13 de abril de 2021 - 18:30

A atriz e modelo americana Chantel Giacalone recebeu uma indenização de US$ 29,5 milhões (cerca de R$ 168 milhões) na última sexta-feira (09). Tudo porque, há oito anos, ela sofreu uma reação alérgica ao comer um pretzel e a empresa de emergências médicas que a atendeu não tinha o medicamento certo para aplicar de imediato e interromper a reação. Chantel ficou tetraplégica por causa disto.

O incidente com a modelo ocorreu em fevereiro de 2013, quando ela trabalhava no Mandala Bay South, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Ela estava com 27 anos e mordeu um pequeno pretzel, dado por um amigo. No entanto, a iguaria tinha manteiga de amendoim, alimento que Chantel é alérgica. Logo em seguida, ela teve choque anafilático, uma reação que surge segundos ou minutos após a pessoa entrar em contato com o produto que tem alergia.

Entre os vários sintomas da reação alérgica, o mais conhecido é o trancamento das vias aéreas, fazendo com que a pessoa tenha dificuldade para respirar. No caso da modelo, como ela ficou muito tempo sem oxigenar o cérebro, as lesões cerebrais foram irreversíveis e ela ficou tetraplégica.

E isso ocorreu porque os paramédicos da empresa MedicWest – contratada pelo Mandala Bay para atendimentos de emergência médica no local – não tinham na ambulância o medicamento adrenalina intravenosa (também conhecido como epinefrina), único capaz de estancar a reação alérgica quando o paciente já está em choque.

Conforme as regras do Southern Nevada Health District, órgão de saúde que regula a saúde na região, todo atendimento de emergência é obrigado a ter o produto nas ambulâncias. A MedicWest tinha, porém não o intravenoso, e sim o intramuscular, que nestes casos, não surte o efeito necessário para pacientes em choque.

Chantel hoje vive na cama, não movimenta nenhuma parte do corpo, só se comunica com pelo olhar. Ela é cuidada pelo pais, Jack e Deborah. A família da modelo levou o caso a Justiça. A MedicWest até tentou argumentar que a modelo respirava enquanto eles a atendiam. Mas a Justiça deu ganho de causa à modelo e condenou a empresa por negligência médica.

Jack e Deborah disseram que, com o dinheiro da indenização, vão comprar uma casa maior, para conseguir atender melhor a filha. Outra parte vão doar a instituições que cuidam de pessoas com lesões cerebrais, como Chantel.

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