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Agência dos EUA discute dose de reforço contra Covid para maiores de 16 anos

Reuters
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Agência dos EUA discute dose de reforço contra Covid para maiores de 16 anos
Sede da FDA em Maryland, nos Estados Unidos

17 de setembro de 2021 - 12:56 - Atualizado em 17 de setembro de 2021 - 13:01

Por Manojna Maddipatla e Michael Erman

(Reuters) – O debate sobre a necessidade de os norte-americanos tomarem uma dose de reforço da vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech avançou para um comitê de conselheiros especialistas independentes da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) nesta sexta-feira.

Embora autoridades dos EUA, de alguns outros países e fabricantes de vacina digam que os reforços são necessários, muitos cientistas e especialistas em vacina discordam.

Muitos afirmam que, embora existam evidências robustas de que as doses de reforço fornecem aumento de proteção contra infecção e quadros graves para pessoas com mais de 65 anos, não há evidências suficientes de que elas são necessárias para pessoas mais jovens.

Por conta disso, alguns cientistas –e analistas de Wall Street– disseram esperar que as doses de reforço sejam usadas primeiro nos norte-americanos mais velhos, mas não está claro como isso transcorrerá após a reunião desta sexta.

O pedido feito pela Pfizer à FDA foi para aplicação de doses de reforço para pessoas com mais de 16 anos e o painel da agência terá de analisar apenas uma questão: os dados de eficácia e segurança apoiam a aprovação de uma dose de reforço a ser aplicada pelo menos seis meses depois da segunda dose em pessoas com 16 anos ou mais?

A equipe da FDA disse em documentos preparados para o comitê nesta semana que a vacina da Pfizer desenvolvida com a alemã BioNTech é muito eficaz na prevenção de doenças graves e mortes e que os indícios que mostram se sua eficácia diminui com o tempo são mistos.

Sara Oliver, autoridade do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), questionou em apresentação ao comitê de especialistas nesta sexta se a redução da proteção da vacina se deve ao passar do tempo depois da primeira dose ou à disseminação da variante Delta do coronavírus.

A Delta, altamente transmissível, provocou um aumento nas internações e mortes, especialmente entre os não vacinados. Mas as infecções em pessoas completamente vacinadas aumentaram e elas podem ocasionalmente transmitir o vírus a pessoas que não se vacinaram.

O governo do presidente dos EUA, Joe Biden, espera que a aplicação de uma dose de reforço ajude a reduzir essas infecções e a desacelerar a transmissão.

A Pfizer, que defende o uso abrangente de uma terceira dose, apresentou dados de uma análise com mais de 300 participantes de seu teste clínico de estágio avançado que apontaram que a eficácia da vacina diminuiu cerca de 6% a cada dois meses após a segunda dose e que uma dose adicional reforçou a imunidade.

O Comitê de Aconselhamento de Vacinas e Produtos Biológicos Relacionados da FDA também analisará dados de Israel, que está administrando doses de reforço da vacina Pfizer/BioNTech.

O país começou a oferecê-las a jovens de até 12 anos no mês passado, ampliando a campanha iniciada em julho para pessoas de mais de 60 anos.

(Por Manojna Maddipatla e Ankur Banerjee em Bengaluru)

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