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Agência da UE reafirma não haver risco particular de coágulos ligado à vacina AstraZeneca

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Agência da UE reafirma não haver risco particular de coágulos ligado à vacina AstraZeneca
Frascos rotulados como de vacina da AstraZeneca contra Covid-19 em frente ao logo da empresa em foto de ilustração

31 de março de 2021 - 17:48 - Atualizado em 31 de março de 2021 - 17:51

(Reuters) – A agência reguladora de medicamentos da União Europeia reiterou seu apoio à vacina contra Covid-19 da AstraZeneca, dizendo que nenhum grupo particular de idade, sexo ou histórico médico anterior está especialmente suscetível a coágulos sanguíneos depois de receber a vacina.

Embora repetindo que os benefícios da vacina superam os riscos, a agência pontuou que as pessoas deveriam estar cientes da “possibilidade remota” de ocorrência de coágulos sanguíneos raros e que devem procurar cuidados médicos imediatos se tiverem sintomas.

“Um elo causal com a vacina não está provado, mas é possível, e uma análise adicional está em andamento”, disse a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) em um comunicado.

A EMA emitiu o comunicado depois de uma audiência com um grupo de especialistas independentes externos na segunda-feira.

Ela se pronunciou depois que vários países, incluindo Canadá, Alemanha, França e Espanha, limitaram o uso da vacina da farmacêutica na esteira de relatos de um problema de coágulo sanguíneo raro após a vacinação.

Investigações da EMA e de várias autoridades nacionais da UE continuam. Inquéritos iniciais apontaram que a vacina é segura depois de relatos de um problema de coágulo cerebral conhecido como trombose venosa cerebral (TVC).

Uma alta proporção entre os casos relatados afetou mulheres jovens e de meia-idade, mas isto não induziu a EMA a concluir que este grupo corre um risco em especial com a vacina da AstraZeneca.

As mulheres em geral são mais suscetíveis a TVC do que os homens, e duas vezes mais mulheres do que homens receberam doses da AstraZeneca na UE até agora, disse o chefe de monitoramento de segurança da EMA, Peter Arlett.

“É por isto que, a esta altura, é difícil deslindar por que há uma preponderância de relatos deste efeito colateral muito raro em mulheres mais jovens em particular”, acrescentou.

A EMA analisou 62 casos do tipo em todo o mundo, também consultando agências reguladoras da Índia, do Brasil e do Reino Unido, e 44 casos ocorreram no Espaço Econômico Europeu (EEE).

A entidade investigou 14 mortes, embora nem todas estivessem associadas com TVC, disse Arlett. Cerca de 9,2 milhões de pessoas do EEE já receberam a vacina, com base na data-limite de 22 de março da avaliação.

Arlett reconheceu que a taxa de incidência de coágulos sanguíneos é mais alta do que se esperaria normalmente em pessoas jovens e de meia-idade. Embora não tenha quantificado a diferença, ele disse que isso não justifica uma mudança de recomendação.

(Por Pushkala Aripaka em Bengaluru, Ludwig Burger em Frankfurt, Josephine Mason em Londres)

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