Notícias

Instituto de Meteorologia diz que onde de calor deve diminuir em fevereiro

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

3 de fevereiro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 3 de fevereiro de 2019 - 00:00

Temperatura tende a diminuir em fevereiro (Foto: Agência Brasil)

Segundo o meteorologista Mamedes Luiz Melo, o tempo quente no Sudeste é consequência do bloqueio da frente fria que vinha do Sul e que normalmente provocava chuvas na região

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as ondas de calor registradas neste verão devem diminuir em fevereiro. De acordo com técnicos do órgão, os fatores que levaram à elevação da temperatura no mês passado, especialmente nas regiões sudeste e centro-oeste, perderão influência e as próximas semanas devem ser marcadas por temperaturas altas, mas dentro das médias históricas.

Bloqueio da frente fria

Segundo o meteorologista Mamedes Luiz Melo, o tempo quente no sudeste é consequência do bloqueio da frente fria que vinha do sul e que normalmente provocava chuvas na região. Entretanto, esse bloqueio tende a perder força neste fim de semana, facilitando as chuvas e, consequentemente, temperaturas mais amenas.

Nesta semana, o Rio de Janeiro chegou a bater mais de 40ºC, com sensação térmica de 46ºC. O mês de janeiro foi recorde em temperaturas elevadas na capital fluminense e no estado do Rio de Janeiro, com média de 37,4ºC, superando as médias máximas encontradas em janeiro de 1984 (36,4ºC) e de 2014 (36,7ºC), que eram as mais altas até hoje.

Em Brasília, por exemplo, janeiro foi o terceiro mês com menos chuva desde o início da medição, em 1961, logo após a criação da cidade, segundo dados do Inmet. A média foi de 74,3 milímetros, menos da metade do ano anterior, quando ficou em 150,6 milímetros. O índice foi apenas 18% do registrado em 2016, que ficou em 400 milímetros.

Consumo de bebidas aumentou

Em janeiro, as condições climáticas levaram os consumidores a bater recordes de uso de energia em quatro vezes dentro de duas semanas, segundo o Sistema Interligado Nacional (SIM) .

As altas temperaturas também foram percebidas por impactos na economia, como no aumento do consumo de bebidas.

Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) revela que a aposta de vendas para o verão, no setor de bebidas, é de aumento de 12,9% para a cerveja. Em seguida, aparecem refrigerantes, com crescimento das vendas no período de 12,7%, acompanhada por água mineral, com 12,6%; chá líquido (12,4 %); espumante (11,9%); suco (10,9%); e água de coco (10%).

A pesquisa foi realizada entre os dias 4 de setembro e 5 de outubro de 2018, com participação de 102 empresas de todo o país. Para o verão de 2019, 48% dos supermercadistas apostam em estabilidade nas vendas, enquanto 45% projetam vendas maiores e 7% preveem queda.

Notícia falsa

As temperaturas elevadas foram aproveitadas para a disseminação de desinformação. Mensagens circularam alegando que em fevereiro haveria uma forte onda de calor. Com base nas previsões do órgão de amenização das sensações térmicas, o Instituto Nacional de Meteorologia divulgou uma nota esclarecendo que esses conteúdos não têm base.

Segundo o órgão, o texto veiculado recentemente nas redes sociais “não possui qualquer fundamento técnico/científico e nenhuma base de estudo ou pesquisa climatológica ou de previsão climática”.

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.