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Poder de mercado do Google cresceu apesar de ordens da UE, diz estudo

Reuters
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Poder de mercado do Google cresceu apesar de ordens da UE, diz estudo
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28 de setembro de 2020 - 15:53 - Atualizado em 28 de setembro de 2020 - 15:55

Por Foo Yun Chee

BRUXELAS (Reuters) – O Google ampliou seu poder de mercado nos últimos três anos, desde que autoridades de defesa da concorrência da União Europeia mandaram a empresa parar de favorecer seu próprio serviço de comparação de preços, segundo pesquisa envolvendo 25 de seus rivais e divulgada nesta segunda-feira.

Após ser alvo de uma multa de 2,4 bilhões de euros três anos atrás emitida pela Comissão Europeia, o Google passou a oferecer a competidores possibilidade de fazerem ofertas por espaço publicitário no topo de sua página de busca para que possam canalizar tráfego para seus sites.

Os rivais, entretanto, afirmaram que a proposta não foi eficiente e desde então estão pedindo à comissária europeia de defesa da concorrência, Margrethe Vestager, para impor sanções contra o Google por não cumprir sua decisão.

O mais recente estudo, realizado pela consultoria Lademann & Associates, envolveu os serviços de comparação de preços da Idealo, Kelkoo, LeGuide e outros em 21 países europeus.

“Ela (proposta do Google) fortaleceu a posição do Google nos mercados de comparação de preços e reforçou seu domínio em buscas”, disse Thomas Hoppner, autor do levantamento e assessor de uma série de rivais do Google.

“Isso ocorreu não porque a Comissão Europeia impôs o remédio errado. Ocorreu porque o mecanismo escolhido pelo Google não cumpriu a ordem”, disse ele.

A Comissão afirmou que está monitorando o mercado para avaliar a eficácia da proposto do Google. A empresa disse que os números no levantamento ignoram fatos e a avaliação da Comissão que levou à decisão.

“O remédio tem funcionado com sucesso há três anos, gerando bilhões de cliques para mais de 600 serviços de comparação de preços e está sujeito a intenso monitoramento”, afirmou uma porta-voz do Google.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447753)) REUTERS AAJ

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