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Microsoft se prepara para evitar holofotes em possível governo Biden nos EUA

Reuters
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Microsoft se prepara para evitar holofotes em possível governo Biden nos EUA
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26 de outubro de 2020 - 17:00 - Atualizado em 26 de outubro de 2020 - 17:00

Por Nandita Bose

WASHINGTON (Reuters) – A Microsoft, que em grande parte conseguiu evitar o olho inquisidor de Washington sob as grandes empresas de tecnologia e fechou um contrato de 10 bilhões de dólares durante o governo Trump, emergiu como uma apoiadora significativa da campanha de Biden.

A empresa é a quarta maior contribuinte para o comitê de campanha do candidato presidencial democrata Joe Biden, segundo dados da OpenSecrets, um site que monitora a movimentação de dinheiro na política e os registros financeiros da campanha.

O presidente da empresa, Brad Smith, está desempenhando um papel fundamental nos bastidores, após organizar uma arrecadação de fundos para Biden no ano passado em Medina, Washington. Também teve um papel público durante a Convenção Nacional Democrata, semelhante ao chefe de política da Amazon, Jay Carney.

O vice-presidente de tecnologia da Microsoft, Kevin Scott, e sua esposa, Shannon Hunt-Scott, contribuíram com mais de 50 mil dólares, apoiando comitês que buscam a vitória de Biden, de acordo com registros da campanha. E o membro do conselho da Microsoft e co-fundador do LinkedIn, Reid Hoffman, e sua esposa, Michelle Yee, também fizeram doações para a campanha de Biden. A esposa de Hoffman contribuiu com mais de meio milhão de dólares para o fundo que apoia o candidato democrata.

“A Microsoft vem participando da política há muito mais tempo do que outras grandes empresas de tecnologia sobre as quais se fala amplamente”, disse Max Moran, pesquisador do CEPR, observando que ela também existe há mais tempo que a maioria das gigantes de tecnologia dos Estados Unidos. “Ela sabe jogar em ambos os lados do campo”, acrescentou.

As empresas são proibidas por lei de fazer doações. As contribuições, de acordo com o OpenSecrets, foram feitas pelos próprios comitês de ação política (PACs) da empresa, membros do PAC ou seus funcionários.

Uma porta-voz da Microsoft disse que a empresa tem um histórico de envolvimento com os governos em questões importantes para seus negócios. “Nossa abordagem tem sido consistente: faremos parcerias onde pudermos, nos diferenciaremos onde devemos”, disse ela, acrescentando que as contribuições foram feitas por seus funcionários, sem dar mais detalhes.

Grandes empresas de tecnologia, incluindo a Microsoft, não surgiram na lista das 20 principais contribuintes do comitê de campanha de Trump. No entanto, Smith, da Microsoft, cujas doações ajudaram principalmente os democratas, fez várias contribuições também aos republicanos, incluindo uma doação de 15 mil dólares ao Comitê do Congresso Nacional Republicano, de acordo com registros de financiamento de campanha.

Os principais contribuintes da campanha de Trump incluem funcionários dos Correios dos EUA e do Departamento de Defesa, seguidos por empresas como American Airlines e bancos como Wells Fargo, de acordo com o OpenSecrets.

A campanha de Trump não respondeu a um pedido de comentário.

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