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Investidores pedem abordagem ética no uso de tecnologia de reconhecimento facial

Reuters
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Investidores pedem abordagem ética no uso de tecnologia de reconhecimento facial
Exibição de mecanismo de reconhecimento facial durante convenção em Pequim, China

8 de junho de 2021 - 15:59 - Atualizado em 8 de junho de 2021 - 16:01

Por Simon Jessop e Ross Kerber

LONDRES (Reuters) – Um grupo de 50 investidores que gerenciam mais de 4,5 trilhões de dólares está convocando empresas de desenvolvimento e uso de tecnologia de reconhecimento facial, como Amazon e Facebook, a fazê-lo de maneira ética.

O grupo, liderado pela gestora de ativos Candriam, divisão europeia da empresa norte-americana New York Life, afirmou em comunicado que a tecnologia pode infringir os direitos de privacidade de um indivíduo, dada a falta de consentimento dos identificados. E que muitas vezes não há supervisão oficial.

Defensores dos direitos humanos dizem que a tecnologia de reconhecimento facial, usada para desbloquear smartphones e verificar contas bancárias, também pode ser usada por governos para rastrear cidadãos e suprimir dissidentes políticos.

O grupo de investidores disse que iniciará um engajamento de dois anos com empresas que desenvolvem ou usam a tecnologia, incluindo 34 líderes em reconhecimento facial, incluindo Amazon, Facebook, Alibaba e Huawei.

A Amazon disse no mês passado que estava estendendo uma moratória imposta ao uso policial de sua tecnologia de reconhecimento facial. Grupos de liberdades civis alertaram que o uso impreciso dela pode levar a prisões ilegais.

O mercado de tecnologia de reconhecimento facial deve crescer para cerca de 10 bilhões de dólares em 2020, disse Candriam em um relatório publicado em março.

Entre os que aderiram à iniciativa estão a britânica Aviva Investors, a Royal London Asset Management, a canadense BMO Global Asset Management, a holandesa NN Investment Partners e a norueguesa KLP.

O órgão de vigilância da privacidade da União Europeia disse em abril que a tecnologia deveria ser proibida na Europa por causa de sua “intrusão profunda e não democrática” na vida privada das pessoas.

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