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Índia dificulta importação de iPhones e dispositivos feitos na China, dizem fontes

Reuters
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Índia dificulta importação de iPhones e dispositivos feitos na China, dizem fontes
iPhones fotografados em loja em Xangai, China

25 de novembro de 2020 - 14:41 - Atualizado em 25 de novembro de 2020 - 14:45

Por Sankalp Phartiyal e Aditya Kalra

NOVA DÉLHI (Reuters) – O rígido controle da Índia sobre as autorizações de qualidade para produtos eletrônicos da China desacelerou a importação do iPhone 12 no mês passado, além de outros produtos fabricados por empresas como Xiaomi, de acordo com duas fontes da indústria.

Os pedidos para a agência de controle de qualidade, o Bureau of Indian Standards (BIS), costumavam ser processados em 15 dias, mas alguns agora estão levando até dois meses ou mais.

O BIS começou a atrasar as aprovações em agosto para importações chinesas de dispositivos como smartphones, smartwatches e laptops, parte das consequências da deterioração das relações com a China após um confronto em junho que deixou 20 soldados indianos mortos.

Desde o confronto, a Índia endureceu as regras para investimentos da China e proibiu centenas de aplicativos móveis chineses, incluindo das gigantes da tecnologia Tencent, Alibaba e ByteDance. O país baniu mais 43 aplicativos na terça-feira.

Quando o iPhone 12 foi atingido pelos atrasos, os executivos da Apple Índia pediram ao BIS para acelerar a aprovação, dando garantias de que a empresa continuará a expandir operações de produção na Índia, disseram as duas fontes.

Não ficou claro por quanto tempo a aprovação do iPhone 12 foi atrasada. A Apple não respondeu a um pedido de comentário.

Até quarta-feira, 1.080 pedidos feitos ao BIS para aprovações de notebooks, tablets e outros dispositivos estavam pendentes, com 669 deles esperando há pelo menos 20 dias, de acordo com o site da agência.

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