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FreteBras recebe aporte de R$95 mi do BID Invest

Reuters
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FreteBras recebe aporte de R mi do BID Invest
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28 de setembro de 2020 - 08:36 - Atualizado em 28 de setembro de 2020 - 08:40

SÃO PAULO (Reuters) – A plataforma online de transporte de cargas FreteBras anunciou nesta segunda-feira que recebeu um investimento de 17 milhões de dólares (95 milhões de reais) do BID Invest, braço Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Fundada em 2006 em Catalão (GO), a FreteBras se apresenta como maior plataforma digital de transporte de cargas da América Latina tendo intermediado 2 milhões de fretes no primeiro semestre, 50% a mais do que um ano antes. A empresa diz que mais de 10,5 mil transportadoras buscam motoristas no seu aplicativo.

“Vamos aumentar nosso time para acelerar a entrega de melhorias na experiência do usuário”, afirmou o diretor de Operações da FreteBras, Bruno Hacad.

Segundo o executivo, o investimento será usado numa metodologia de controle de emissões de gases de efeito estufa, por meio da redução da capacidade ociosa de caminhões.

“Estamos bastante animados com o potencial de redução de CO2 que a empresa promove através do aumento de eficiência dos caminhões”, afirma James Scriven, presidente do BID Invest.

O anúncio sublinha como empresas de fretes via aplicativo estão se movimentando rápido no Brasil para ganhar espaço num mercado de transporte de cargas altamente fragmentado e com elevados níveis de ociosidade desde a recessão de 2015-16.

Em abril, a startup de gestão de transporte de cargas Cargo X recebeu um aporte de 80 milhões de dólares liderado por LGT Lightstone, incluindo Goldman Sachs, Valor Capital e Farallon. E a BBM Logística, que tem crescido com aquisições de transportadoras menores, anunciou neste ano planos para fazer uma oferta inicial de ações (IPO) na B3.

Além dos recursos de tecnologia que ampliam a eficiência do negócio de fretes, essas empresas têm se beneficiado nos últimos meses da forte demanda de serviços por parte de setores da economia que estão passando ilesos pelos efeitos da pandemia da Covid-19, como construção civil e agronegócio, ou mesmo por causa dela, caso do comércio eletrônico.

(Por Aluísio Alves)

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