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Escassez de chips não acaba antes de 2023, diz STMicro

Reuters
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Escassez de chips não acaba antes de 2023, diz STMicro
Logotipo da STMicroelectronics.

29 de julho de 2021 - 15:09 - Atualizado em 29 de julho de 2021 - 15:10

Por Mathieu Rosemain

PARIS (Reuters) – A escassez de chips que está atrapalhando previsões de produção de gigantes como Apple e Volkswagen vai durar até o primeiro semestre de 2023, disse nesta quinta-feira o presidente-executivo da STMicroelectronics, Jean-Marc Chery.

“As coisas vão melhorar em 2022 gradualmente, mas vamos voltar a uma situação normal… não antes do primeiro semestre de 2023”, disse Chery em uma entrevista.

Por “situação normal”, Chery disse que se referia a níveis regulares de estoque de chips e atrasos médios de cerca de três meses para repor componentes.

A escassez de chips, que decorre de um boom na demanda de uma ampla gama de indústrias, está elevando preços, disse Chery, que lidera a fabricante de chips franco-italiana desde 2018.

O preço médio dos chips da STMicro aumentou 5% em 2021, disse ele, acrescentando que o grupo espera novos aumentos de preço no segundo semestre de 2021 e também em 2022.

“Não é como no passado, quando todos esperavam que a Microsoft lançasse um novo sistema operacional que geraria a demanda por muitos mais computadores”, disse Chery.

O grupo com sede em Genebra será capaz de atender apenas 70% da demanda total dos clientes este ano, disse Chery. Essa proporção aumentará para 85-90% no próximo ano, à medida que a empresa investe na capacidade de produção, acrescentou.

A STMicro elevou previsões de vendas para 2021 e os planos de investimento, à medida que a demanda crescente de fabricantes de automóveis e telefones turbinou o lucro do segundo trimestre.

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