Inova Mais

Aplicativos chineses podem enfrentar intimações ou proibições sob decretos de Biden, dizem fontes

Reuters
Reuters
Aplicativos chineses podem enfrentar intimações ou proibições sob decretos de Biden, dizem fontes
Bandeiras da China e dos EUA

18 de junho de 2021 - 10:15 - Atualizado em 18 de junho de 2021 - 10:16

Por Karen Freifeld

(Reuters) – A ordem executiva do presidente dos EUA, Joe Biden, visando proteger dados confidenciais dos norte-americanos forçaria alguns aplicativos chineses a tomar medidas mais duras para proteger informações privadas se quiserem permanecer no mercado dos Estados Unidos, de acordo com pessoas a par do assunto.

O objetivo é impedir que adversários estrangeiros como a China e a Rússia tenham acesso a grandes quantidades de informações pessoais e comerciais exclusivas.

O Departamento de Comércio dos EUA pode emitir intimações para coletar informações sobre determinados aplicativos de software para smartphones, tablets e desktops. A partir daí, a agência pode negociar as condições de seu uso nos Estados Unidos ou banir os aplicativos, segundo pessoas a par do assunto.

O decreto de Biden de 9 de junho substituiu as proibições de 2020 do ex-presidente Donald Trump contra os aplicativos populares chineses WeChat, de propriedade da Tencent, e TikTok, da ByteDance. Os tribunais dos EUA suspenderam essas proibições.

Autoridades norte-americanas compartilham muitas das preocupações que Trump citou em sua ordem de proibição do TikTok, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto. Notavelmente, eles temem que a China possa rastrear a localização de funcionários do governo dos EUA, criar dossiês de informações pessoais para chantagem e espionagem corporativa.

Embora o novo decreto não indique empresas, ele pode acabar capturando mais aplicativos do que as proibições de Trump e se manterá melhor se contestado no tribunal. A Reuters é a primeira a relatar detalhes sobre como o governo Biden planeja implementar o decreto, incluindo a busca de apoio em outros países.

Autoridades dos EUA começaram a conversar com aliados sobre a adoção de uma abordagem semelhante, disse uma fonte. A esperança é que os países parceiros cheguem a um acordo sobre os aplicativos que devem ser banidos.

A secretária de Comércio norte-americana, Gina Raimondo, decidirá quais aplicativos direcionar para ação nos EUA, mas eles devem atender a certos critérios. Por exemplo, eles devem pertencer, ser controlados ou administrados por uma pessoa ou entidade que apoie as atividades militares ou de inteligência de um adversário estrangeiro, como a China ou a Rússia.

tagreuters.com2021binary_LYNXNPEH5H0PP-BASEIMAGE

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.