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Indonésia aprova vacina da Sinovac contra Covid-19 para uso emergencial

Reuters
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Indonésia aprova vacina da Sinovac contra Covid-19 para uso emergencial
Enfermeira segura seringa com vacina CoonaVac em São Paulo

11 de janeiro de 2021 - 08:13 - Atualizado em 11 de janeiro de 2021 - 08:15

Por Stanley Widianto

JACARTA (Reuters) – A Indonésia deu à vacina do laboratório chinês Sinovac sua primeira aprovação para uso emergencial fora da China nesta segunda-feira, em um momento em que o quarto país mais populoso do mundo lança uma campanha nacional de vacinação para conter a alta das mortes e das infecções pela doença.

A falta de dados e as eficácias diferentes da vacina relatadas por países distintos pode minar a confiança no imunizante, disseram especialistas.

Dados provisórios de testes em estágio avançado em humanos da CoronaVac mostraram que ela é 65,3% eficaz, disse a agência de alimentos e medicamentos da Indonésia BPOM, um número menor do que os anunciados no Brasil e na Turquia, países que ainda não iniciaram a vacinação.

“Esses resultados atendem aos requisitos da Organização Mundial de Saúde de uma eficácia mínima de 50%”, disse a presidente da BPOM, Penny K. Lukito, em entrevista coletiva.

Na semana passada, o Instituto Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo e que realizou os testes com a CoronaVac no Brasil, disse que a potencial vacina tem eficácia de 78%, mas se recusou a detalhar os dados de estudo que foram enviados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com o pedido para uso emergencial no Brasil.

O presidente da Indonésia, Joko Widoko, deve receber a primeira dose da vacina na quarta-feira em um sinal dado à prioridade para a vacinação em um país com 270 milhões de pessoas que teve menos sucesso que seus vizinhos do sul da Ásia na contenção do vírus.

Mas alguns especialistas em saúde pública questionam quão eficiente a vacinação será, dada o número limitado de doses disponível, desafios logísticos em milhares de ilhas e ceticismo com a vacina.

Uma autoridade do BPOM disse que 25 voluntários do estudo indonésio foram infectados para se chegar ao dado de eficácia, mas não deu mais detalhes.

Dale Fischer, da Universidade Nacional de Cingapura, disse durante a conferência Reuters Next nesta segunda que não divulgar dados detalhados pode ser problemático para uma vacinação rápida.

“A comunicação é mais importante do que nunca”, disse ele.

A Indonésia registrou mais de 24.343 mortes e 836.700 casos de Covid-19. Mais de um décimo das mortes aconteceram nas duas últimas semanas.

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