Coronavírus

Igrejas e templos religiosos podem voltar a funcionar em Curitiba, mas com regras rígidas

Lucas
Lucas Sarzi
Igrejas e templos religiosos podem voltar a funcionar em Curitiba, mas com regras rígidas
Foto: Reprodução/Santuário do Guadalupe.

21 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:43

Em decisão nesta quinta-feira (21), o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, liberou o funcionamento das igrejas e templos religiosos. A reabertura, porém, vai ter que seguir regras rígidas para evitar a disseminação do novo coronavírus, como distanciamento entre os fieis e maior rigor na higiene. Isso tudo, claro, pode ser revisto a qualquer momento.

Com a decisão, Beto Preto incluiu as atividades religiosas de qualquer natureza como atividades essenciais, desde que obedecidas as determinações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e do Ministério da Saúde. Segundo a Sesa, devem ser mantidas orientações constantes para que haja controle.

De imediato, o decreto estabelece que idosos maiores de 60 anos e pessoas do grupo de risco como hipertensos, diabéticos, gestantes e outros não participem dos cultos religiosos. Estas pessoas devem permanecer em casa e acompanhar as celebrações por meios de comunicação como rádio, televisão, internet, entre outros recursos.

Atividades que envolvam crianças devem permanecer suspensas. Isso acontece devido principalmente a dificuldade na manutenção do afastamento físico entre elas e na adoção de outras práticas de prevenção como a higiene frequente de mãos.

Ainda de acordo com a decisão, além do uso de máscaras obrigatório, cada pessoa que chegar para acompanhar a celebração dos cultos religiosos deve higienizar as mãos com álcool 70% antes de entrar e ao sair. Isso deve ser viabilizado pelas igrejas, em pontos estratégicos e de fácil acesso. Ao sair dos templos religiosos, a orientação também é para que as pessoas saiam direto para suas casas e não fiquem agrupadas conversando.

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Foto: Arquivo.

Orientações para volta das atividades religiosas no Paraná

Os espaços destinados à celebração de cultos religiosos devem respeitar as orientações para preservação do afastamento físico entre as pessoas, além de adotar minimamente as seguintes estratégias:

– No espaço destinado ao público deve ser observada a ocupação máxima de 30%,
garantido o afastamento mínimo de 2 metros entre as pessoas;

– Preferencialmente devem ser disponibilizadas cadeiras e bancos de uso
individualizado, em quantidade compatível com o número máximo de participantes
autorizados para o local, conforme o estabelecido nesta Resolução;

Bancos de uso coletivo devem ser reorganizados e demarcados de forma a
garantir que as pessoas se acomodem nos locais indicados e mantenham o afastamento
mínimo de 2 metros umas das outras;

– Locais onde os assentos são individualizados, porém estão fixos ao chão e posicionados lado a lado, devem prover meios para o bloqueio intercalado destes assentos, do tipo uma cadeira livre e duas bloqueadas, lado a lado. Recomenda-se utilizar fitas ou outros dispositivos para este bloqueio que não possam ser facilmente removidos;

– Ainda considerando os locais onde os assentos são fixos ao chão e posicionados
lado a lado, a disposição dos usuários entre as fileiras também deve ocorrer de forma
intercalada, uma fileira sim e outra não, e respeitando o afastamento entre as pessoas.

– É recomendado à população que realize seus atos religiosos em seus lares e
residências, de forma individual ou em família.

– Nas congregações que celebram a ceia, com partilha de pão e vinho, ou celebração de comunhão, os líderes religiosos e os fiéis devem higienizar as mãos antes de realizar a partilha. Os elementos devem ser entregues na mão do fiel e não na boca;

– O método de coleta das contribuições financeiras deve ser revisto de forma a não haver contato físico dos fiéis e celebrantes com os mesmos, possibilitando a coleta por meio de uma caixa fixa, por correio ou por meio eletrônico. Os recipientes de coleta não devem, em hipótese alguma, circular pelas mãos das pessoas;

 

– Os cantos com louvores devem ser evitados, e sempre que possível substituídos por músicas eletrônicas ou instrumentais. O uso de instrumentos musicais e microfone deve ser individual. Esses devem ser desinfetados após cada uso;

– Fica proibido o compartilhamento de materiais como bíblia, revista, rosário,
entre outros. O uso desses deve ser individual. Dispensadores de água benta ou outro elemento de consagração de uso coletivo devem ser bloqueados.

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Foto: Lucas Sarzi/Arquivo.

Outras orientações para a volta das celebrações religiosas

Além disso, o decreto também pede que haja controle do fluxo de entrada e saída de pessoas. Se houver filas, deve ser mantido o distanciamento de 2 metros entre as pessoas. Antes, durante e depois da realização das celebrações religiosas, devem ser evitadas práticas de aproximação como dar as mãos, beijos, abraços, apertos de mãos, entre outros.

Espaços destinados à recreação de crianças como espaço kids, brinquedotecas e similares devem permanecer fechados. Caso existam cantinas ou outros estabelecimentos de alimentação no local, os mesmos podem desenvolver suas atividades desde que viabilizem condições para o afastamento mínimo de 2 metros entre as pessoas, disponham de insumos para higiene de mãos e adotem as demais medidas de prevenção.

Todos os atendimentos individualizados devem ser pré-agendados, e durante os mesmos deve ser mantido o afastamento de 2 metros entre as pessoas. Deve ser respeitado o intervalo de no mínimo 15 minutos entre cada atendimento para desinfecção do ambiente e das superfícies.

O descumprimento das determinações contidas nesta Resolução ensejará as penalidades civil e penal dos agentes infratores. Ainda de acordo com o decreto, as disposições poderão ser revistas a qualquer momento, a partir de critérios objetivos, técnicos e científicos, levando em consideração a transmissão comunitária e a situação epidemiológica da covid-19 no Paraná.

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