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Hypera espera compensar pressão de custos com novos produtos

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Hypera espera compensar pressão de custos com novos produtos
Comprimidos e cápsulas farmacêuticas são dispostos na forma de um cifrão em uma mesa nesta ilustração fotográfica tirada em Ljubljana

25 de outubro de 2021 - 13:14 - Atualizado em 25 de outubro de 2021 - 13:15

SÃO PAULO (Reuters) – A Hypera espera compensar pressões de custos das matérias-primas nos próximos meses com portfólio de medicamentos recentemente adquiridos e o lançamento de novos produtos, afirmaram executivos da farmacêutica nesta segunda-feira.

A empresa divulgou na sexta-feira alta de 33% no lucro líquido do terceiro trimestre, mas a margem bruta ficou praticamente estável, em 63,9%, na comparação anual. Enquanto isso, a margem Ebitda recuou 0,5 ponto percentual, a 35,6%.

Em teleconferência com analistas, o presidente da Hypera, Breno de Oliveira, afirmou que o objetivo da companhia é manter nos próximos meses o nível de margem Ebitda em “mid-thirties”, conforme navega por pressões que incluem o peso da alta do dólar sobre insumos importados.

Segundo o diretor financeiro, Adalmario do Couto, a Hypera, dona de marcas como Coristina D, Addera e Buscopan, conseguiu no trimestre compensar parte das pressões de custos com aumento nos preços dos medicamentos e tem suas necessidades de matéria-prima protegidas durante o ano a um câmbio de 5,30 reais por dólar.

“Temos conseguido compensar em parte a pressão principalmente com o mix de produtos de marcas adquiridas, que têm margem superior, e também com o ‘pipeline’ de novos produtos, que na média têm margem bem superior à média da compahia”, disse Couto. Ele acrescentou que a Hypera tem atualmente um conjunto de 350 novos produtos em desenvolvimento.

As ações da Hypera tinham alta de 4,3% às 12h39, enquanto o Ibovespa mostrava valorização de 1,5%.

Questionado sobre novas aquisições, Oliveira afirmou que a alavancagem da Hypera atingiu o topo da banda de tolerância e que a prioridade no curto prazo é reduzir o endividamento “para abrir espaço para novas aquisições”.

A companhia terminou setembro com uma relação dívida líquida sobre Ebitda de 2,2 vezes, dentro da previsão.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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