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Hospitais de Portugal veem pressão de “guerra” em meio à disparada da Covid-19

Reuters
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Hospitais de Portugal veem pressão de “guerra” em meio à disparada da Covid-19
Pandemia de Covid-19 em Portugal

22 de janeiro de 2021 - 13:23 - Atualizado em 22 de janeiro de 2021 - 13:26

Por Catarina Demony e Sergio Goncalves

LISBOA (Reuters) – Portugal está ficando sem leitos hospitalares nas redes pública e particular, disse o chefe da associação de hospitais particulares do país, e o número diário de mortes de Covid-19 atingiu uma alta recorde nesta sexta-feira pelo quinto dia consecutivo.

O país de 10 milhões de habitantes, que se saiu melhor do que outros na primeira onda da pandemia, agora tem a média recorrente de casos novos de sete dias mais alta do mundo.

“Estamos vivenciando uma situação típica de uma guerra. Não temos leitos suficientes –no serviço nacional de saúde, nas redes pública e particular– para lidar com uma progressão pandêmica de 13 mil a 14 mil casos novos por dia”, disse o doutor Oscar Gaspar.

Também nesta sexta-feira, as escolas foram fechadas pela primeira vez desde março, e os casos crescentes de coronavírus obrigaram o governo a intensificar sua reação à pandemia.

Portugal está em lockdown desde 15 de janeiro, e por isso os negócios não-essenciais estão fechados e a maioria das pessoas está confinada em casa.

“Há mais medo agora do que antes… muito mais”, disse Maria Madalena, aposentada de 78 anos e uma das poucas pessoas nas ruas de Lisboa nesta sexta-feira.

Os hospitais particulares só ofereceram mil leitos –cerca de 10% de sua capacidade– a pacientes do serviço nacional de saúde com ou sem Covid desde que o governo pediu ajuda em novembro. Os outros leitos estão quase repletos de pacientes particulares, disse Gaspar, criticando o governo por pedir socorro tarde demais.

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