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Chef Henrique Fogaça teme que talvez precise fechar uma operação

Chef e empresário já avalia impactos provocados pela crise do coronavírus.

Lucas
Lucas Sarzi Com informações da Exame.
Chef Henrique Fogaça teme que talvez precise fechar uma operação
Foto: Reprodução/Instagram.

29 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:43

Um dos chefs mais famosos do Brasil, Henrique Fogaça, teme o que pode acontecer com seus restaurantes por causa da crise que trouxe o novo coronavírus. De portas fechadas, seguindo as recomendações das autoridades, que o próprio empresário encarou com naturalidade, a preocupação é sobre como as coisas vão ser futuramente. Ele não descarta a possibilidade de ter que fechar uma das unidades.

Em entrevista à revista Exame, Fogaça disse que “o momento é de preservação da saúde”, por isso seus restaurantes, o Sal Gastronomia, Jamile e a rede Cão Véio – que tem uma unidade em Curitiba -, estão pausados. Porém, há mais de 30 dias com as atividades suspensas, Fogaça já calcula o que vai ter que fazer num futuro próximo.

Talvez seja preciso fechar uma operação. Ainda não é uma certeza, mas os riscos são grandes”, deduz.

Segundo Fogaça, manter todos os restaurantes tem sido um desafio, principalmente pelo tamanho da equipe. “São muitos funcionários e o pagamento de aluguel e de uma série de coisas continuam, sem falar na perda de alimentos. O prejuízo é enorme”.

Dos restaurantes, o delivery não deve cobrir sequer 30% do necessário. Fogaça prevê também que, mesmo que as coisas comecem a voltar ao normal, demorará até que as pessoas possam sair com tranquilidade. “Vamos ter uma série de limitações, como espaçamento entre as mesas, essenciais para diminuir os riscos de novos contágios. Vai demorar para termos uma vida normal”.

Foto: Reprodução/Instagram.

Fogaça tem cozinhado para moradores de rua

Mesmo com todas as preocupações que o chef empresário tem, Fogaça tem se dedicado a cozinhar para ajudar os moradores de rua da região central de São Paulo. Todos os dias, a cozinha de um de seus restaurantes tem preparado cerca de 400 marmitas, mas a meta é servir 10 mil unidades.

O dinheiro para preparar as refeições tem vindo por doações, através de uma vaquinha no site Kickante. Batizada de Marmita do Bem, a campanha busca arrecadar R$ 150 mil para cumprir o objetivo, até o dia 23 de abril. Até o fechamento da reportagem, mais de R$ 116 mil já tinham sido arrecadados, totalizando 77%. Para ajudar, clique aqui.