Guilherme Rivaroli
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Por Guilherme Rivaroli

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Guilherme Rivaroli

Disparada dos alimentos!

O resumo é: lei de mercado, nada a ver com o “fique em casa”.

Disparada dos alimentos!

11 de setembro de 2020 - 10:02 - Atualizado em 11 de setembro de 2020 - 10:35

A disparada no preço dos alimentos é sentida no nosso bolso. Pagar, em média, mais de R$ reais no saco de 5kgs de arroz é absurdo, feijão beirando os R$ 10 é outra excrescência.

Muitos tê dito, erroneamente, “não reclame, fique em casa”. A pandemia bagunçou toda economia mundial, o que é fato. Custos de produção subiram, mas, em contrapartida, grandes produtores e industriários ganham ajuda e financiamentos amigáveis do governo. O agronegócio, em si, aumento sua produção e lucros, portanto, não foi afetado.


Mas, então, o que acontece? A demanda mundial por alimentos cresceu, já que as pessoas estão mais em casa, ociosas e consumindo em mais quantidade. O dólar subiu demais, desvalorizando o real, ou seja: quem é de fora, gasto menos para comprar nossa produção; quem é daqui, dolariza a venda e ganha mais. O motivo da oscilação para cima do moeda americana é a queda dos juros nacionais. O maior garantidor de títulos é o governo, como ele vai pagar menos por esses papéis, o investidor rentista tira seu dinheiro daqui e investe fora. Ponto! Para o mercado interno, juros baixos diminuem custos, porém, levam para fora o dinheiro do investidor externo.

Economia globalizada é assim: mexe aqui, interfere ali – imediatamente
Além disso, há recomposição de preços de cadeia de produção, admitido pelos agricultores de arroz, e baixa nos estoques reguladores, essenciais para distribuição interna e evitar carestia. Com as exportações a mil, falta produto no mercado nacional, portanto, o preço dispara. Ainda há a entressafra, caso da soja, por exemplo, fazendo o valor do óleo disparar.


Para baixar, o que pode ser feito: aguardar a safra, aumentar o estoque regulador, zerar importações (o que já é feito), financiar o aumento de produção e áreas plantadas (já existentes) de produtos básicos e valorizar o real diante do dólar, atraindo investimentos externos, para que nos inundemos – na medida certa – com a moeda americana. O incentivo à agricultura familiar pode ser essencial. O Ministério da Justiça deu prazo de alguns dias para supermercadistas justificarem a alta, evitando, assim, crimes contra o consumidor e exploração, o que é uma medida essencial.

O resumo é: lei de mercado, nada a ver com o “fique em casa”.

Era isso.

Sorte e paz!

“É nóis!”

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