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Grávidas que tomaram AstraZeneca poderão receber 2ª dose da Pfizer no Rio

Reuters
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Grávidas que tomaram AstraZeneca poderão receber 2ª dose da Pfizer no Rio
Grávida é vacinada contra Covid-19 no Rio de Janeiro

29 de junho de 2021 - 10:15 - Atualizado em 29 de junho de 2021 - 10:15

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) – As grávidas da cidade do Rio que receberam uma dose da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca poderão ser imunizadas com uma segunda dose da Pfizer a partir desta terça-feira, informou a prefeitura da capital fluminense, que também disse que pessoas que tiveram forte reação à vacina da AstraZeneca poderão receber a segunda dose da Pfizer.

As grávidas precisam de prescrição e orientação médica para tomar uma segunda dose diferente da primeira aplicada. O intervalo entre a primeira dose da vacina da AstraZeneca e uma segunda dose tem de ser de pelo menos 12 semanas.

A imunização de grávidas com o imunizante da AstraZeneca foi paralisada no Rio depois que uma gestante que tomou a vacina morreu dias depois da aplicação. Após esse episódio, o Ministério da Saúde suspendeu a vacinação de grávidas com a vacina da AstraZeneca e Estados e municípios passaram a aplicar outros imunizantes nas gestantes.

Segundo a prefeitura carioca, estudos do Ministério da Saúde apontaram que complicações “raras” causadas pela vacina provocaram a morte da gestante.

De acordo com o governo municipal, a vacina da AstraZeneca foi usada no começo da campanha de vacinação das gestantes para aquelas que apresentavam comorbidades.

“As gestantes que tomavam AstraZeneca eram aquelas com comorbidades e que têm mais risco de agravar ou ir a óbito. A Covid atingiu muito as gestantes no Rio e a mortalidade materna quase que dobrou por conta da doença”, disse à Reuters o secretário de saúde da cidade, Daniel Soranz.

Ele disse que nove países deram autorização para a vacinação com doses diferentes. Com base nisso, o Conselho Científico da prefeitura autorizou a aplicação de imunizantes distintos nas grávidas.

“Como essa utilização tem uma boa eficácia, a gente recomendou a vacina diferente para gestantes. Alguns estudos avaliaram que o risco de heterologia (aplicação de doses diferentes) é baixo”, garantiu.

Soranz acrescentou que a cidade está autorizando também que pessoas que tiveram reações e problemas graves após tomarem a primeira dose do imunizante contra Covid, independentemente do laboratório, recebam uma segunda dose diferente.

“Se você vacinou e teve reação grave e um profissional de saúde acompanhou isso, ele pode recomendar outra vacina para segunda dose”, disse.

Outras cidades do Estado –que tem 92 municípios– analisam a possibilidade de liberar a aplicação da vacina da Pfizer como segunda dose para gestantes imunizadas inicialmente com AstraZeneca.

A área da saúde do Estado tem reunião marcada para esta quarta para definir se seguirá os passos da prefeitura.

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