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Governo do RJ barra iniciativa da capital de flexibilizar máscara em locais fechados

Reuters
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Governo do RJ barra iniciativa da capital de flexibilizar máscara em locais fechados
Vacinação contra Covid-19 no Rio de Janeiro

17 de novembro de 2021 - 14:41 - Atualizado em 17 de novembro de 2021 - 14:42

RIO DE JANEIRO (Reuters) -A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro decidiu manter a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção facial em locais fechados, frustrando a prefeitura da capital fluminense, que tinha descartado a exigência para alguns tipos de estabelecimentos a partir desta quarta-feira.

Segundo a secretaria estadual, a decisão de manter a máscara obrigatória em todos os ambientes públicos fechados se baseia em orientações científicas que vieram do grupo que assessora a vigilância estadual.

“Apesar da queda sustentável nos indicadores epidemiológicos e assistenciais da Covid-19, os técnicos da vigilância estadual e o grupo de especialistas entendem que a imunidade coletiva ainda não atingiu os patamares necessários para retirada de máscaras em locais fechados”, disse a secretaria em nota.

“Nesses ambientes, o risco de contaminação pela doença ainda é muito alto, uma vez que o coronavírus é transmitido pelo ar”, acrescentou.

A cidade do Rio já liberou o uso de máscara em locais abertos, mas para que a medida entrasse em vigor precisou passar pelo Assembleia Legislativa estadual e ter aval da Secretaria de Saúde do Estado.

No Estado do RJ como um todo, a cobertura vacinal contra a Covid-19 com duas doses ou dose única está em cerca de 67% para as pessoas com 12 anos ou mais. Na capital, esse percentual é bem maior, chegando a 88,5%.

Antes de ser barrada pelo governo do Estado, a prefeitura do Rio Publicou no Diário Oficial do município a flexibilização da máscara que valeria para academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento e pistas de patinação, para pessoas que estivessem com o ciclo vacinal completo.

De acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal, em casos de discordância entre as esferas municipal e estadual, a regra mais restritiva prevalece.

(Por Rodrigo Viga GaierEdição de Alexandre Caverni e Pedro Fonseca)

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