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Governo do PR anuncia volta às aulas a partir de 10 de maio; APP discorda

O governo defende que haja distanciamento, utilização de álcool em gel e de máscara, aferição de temperatura na entrada das escolas e a assinatura de um termo de autorização por parte de um responsável legal

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações de Thais Camargo, da RIC Record TV Curitiba
Governo do PR anuncia volta às aulas a partir de 10 de maio; APP discorda
(Foto: AENPr)

4 de maio de 2021 - 10:48 - Atualizado em 4 de maio de 2021 - 10:52

O Governador do Paraná, Ratinho Junior, anunciou nesta terça-feira (4), em entrevista coletiva, que a volta às aulas no estado acontecerá de forma gradativa a partir do dia 10 de maio.

Para isso, segundo o governo, os profissionais da educação serão vacinados contra a Covid-19 neste mês. Além disso, será adotado o modelo híbrido, em que parte dos estudantes terá aulas a distância e ao vivo.

“É um desejo do governo do estado, da secretaria de educação, dos diretores e professores e de boa parte dos pais. Nós estamos vendo uma pressão psicológica na cabeça dos jovens por estarem distantes das escolas há um ano e meio praticamente, aumento no número de agressões a crianças dentro de casa. Essa questão social é muito importante, além da questão do aprendizado”,

disse Ratinho Junior em entrevista coletiva.

O governo também defende que haja distanciamento de 1,5m entre os alunos, utilização de álcool em gel por parte de estudantes e funcionários, uso de máscara obrigatório, aferição de temperatura na entrada das escolas e a assinatura de um termo de autorização por parte de um responsável legal.

O que diz o sindicato

A APP-Sindicato disse ter ouvido especialistas e pesquisadores que sugerem que não há tendência de queda nos números da pandemia e que, por conta da vacinação estar em um ritmo ainda muito lento, existe a possibilidade de surgimento de outras variantes do vírus ainda mais resistentes.

Nesse sentido, de acordo com sindicato, não há condições para o retorno às atividades presenciais nas escolas.

Confira a nota na íntegra:

A APP-Sindicato, que representa professores e funcionários das escolas estaduais e também municipais de mais de 200 cidades, não é favorável ao retorno presencial das aulas neste momento.

  • Não há condições estruturais nas escolas para qualquer retorno;
  • Faltam profissionais para o devido acompanhamento dos estudantes – o governo demitiu, na última sexta (30), cerca de 8 mil funcionários;
  • Os dados mostram que a pandemia não acabou, pelo contrário, os casos estão estabilizados em um patamar ainda muito alto;
  • A circulação de cerca de um milhão de estudantes (somente da rede estadual) e 120 mil profissionais provocará ainda mais contaminação. Boa parte destes alunos convive com pessoas do grupo de risco;
  • O governador anunciou que só retomaria as aulas com a vacinação de profissionais da educação;

O sindicato ouviu especialistas e pesquisadores que apontam não haver tendência de queda nos números da pandemia e que, por conta da vacinação estar em um ritmo ainda muito lento, há uma tendência de surgimento de outras variantes do vírus ainda mais resistentes. O caminho, segundo estes especialistas, é um lockdown definitivo de, pelo menos, 21 dias e aceleração do ritmo da vacinação. “Não há protocolo seguro para retorno das aulas”, afirmou Lucas Ferrante, pesquisador do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – ligado à FIOCRUZ). Ele afirma que ainda não é o momento dessa retomada e que, caso o governo insista nisso, as consequências serão o aumento do número de casos e de mortes em um curto espaço de tempo. O INPA previu, através de cálculos estatísticos com dados da pandemia, o caos em Manaus e também orientou a Prefeitura de Curitiba no auge do colapso em março.

A APP-Sindicato solicitou ao INPA uma matriz de dados sobre a pandemia em 10 regiões do Paraná e apresentará o resultado desta pesquisa nesta quarta (05), às 10 horas, em uma coletiva de imprensa com a participação de Lucas Ferrante.

O Sindicato continua a defender a vida de profissionais, estudantes e comunidade em geral. Queremos o retorno das atividades presenciais e o retorno à normalidade, mas tem que acontecer com vacina para todos e segurança sanitária. No momento, não há estas condições.

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