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Governo cubano realiza enorme comício em Havana, após protestos

Reuters
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17 de julho de 2021 - 15:52 - Atualizado em 17 de julho de 2021 - 15:52

HAVANA (Reuters) – Raúl Castro estava entre milhares de pessoas que compareceram a um comício organizado pelo governo em Havana, neste sábado, para denunciar o embargo comercial e reafirmar seu apoio à revolução de Cuba, uma semana depois de protestos sem precedentes que abalaram o país comunista.

Apoiadores do governo se reuniram na avenida à beira-mar da cidade antes do amanhecer, com bandeiras de Cuba e fotos do falecido líder revolucionário Fidel Castro e seu irmão Raúl. Esse último se aposentou como líder do Partido Comunista em abril, mas prometeu continuar lutando pela revolução como um “soldado”.

O comício foi uma reação às manifestações que eclodiram ao redor do país no último domingo, entre uma generalizada escassez de bens básicos, cobranças de direitos políticos e o pior surto de coronavírus na nação desde o começo da pandemia.

O governo reconheceu algumas falhas esta semana, mas, no geral, culpou “contra-revolucionários” financiados pelos EUA explorando a crise econômica causada pelas sanções norte-americanas pelos protestos.

Pouco antes do comício começar oficialmente em Havana, autoridades retiraram um homem gritando slogans contra o governo, incluindo “liberdade”, do público.

(Reportagem de Nelson Acosta e Reuters TV)

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