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Foragido da Justiça é preso trabalhando em escritório de advocacia criminal

Redação RIC Mais
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26 de fevereiro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 26 de fevereiro de 2019 - 00:00

O criminoso é condenado por inúmeros crimes. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Suas condenações superam 49 anos de reclusão; o criminoso também estaria envolvido com resgate de presos na Penitenciária de Piraquara

Marcelo Machado Maximiliano, 42 anos, vulgo ‘Dunga’, foi preso pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (25) em seu local de trabalho: um escritório de advocacia criminal em Curitiba. Contra ele constava um mandado de prisão pelos crimes de estelionato, homicídio, roubo e corrupção ativa. Suas condenações superam 49 anos de reclusão.

Assalto a caminhão-cegonha

De acordo com o Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), Maximiliano é suspeito de participar do roubo de 12 carros de luxo que estavam sendo desembarcados de um caminhão-cegonha em uma concessionária Chevrolet, no dia 21 de dezembro de 2018. Os veículos seriam utilizados em um novo arrebatamento de presos planejado para a Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP).“Foram roubados no momento que eram desembarcados na concessionária só veículos com grande potência. Tudo naquele padrão utilizado para esse tipo de crime, para explosão de caixa eletrônico, ataque a carro forte e também arrebatamento de presídio”, explicou o delegado Rodrigo Brown.

Câmeras de segurança

Logo após o roubo dos carros, uma caminhonete Trailblazer foi localizada pela Guarda Municipal, num posto de combustíveis, já com placas frias. As câmeras do estabelecimento registraram Maximiliano, indicando sua participação naquele roubo.

Fuga em massa da PEP

Ele ainda teria participado na invasão que resultou em uma fuga em massa da PEP em setembro de 2018. Na ocasião, 28 detentos conseguiram fugir. No entanto, investigações posteriores mostraram que, na verdade, se tratou de uma uma ‘fuga frustrada’ porque foram resgatados os presos de errados. Conforme os levantamentos da época, os criminosos que invadiram o presídio deveria libertar nove líderes do PCC que estavam no local, mas acabaram quebrando a parede errada, que dava para a cela de outros criminosos.  

Novo resgate de presos

Nos últimos dias, a PCPR colheu informações que indicavam a movimentação de criminosos para um novo arrebatamento de presos da organização criminosa. Desta forma, foram intensificadas as diligências que culminaram na prisão do foragido.

Funcionário de escritório de advocacia

Ainda conforme a polícia, o fato do foragido ter sido preso em um escritório de advocacia criminal, onde ele prestava serviços, é de elevada gravidade, já que por consequência, ele tinha acesso a processos e informações internas do Poder Judiciário. “O que chama atenção de tudo isso é o fato desses bandidos, desse pessoal aí das organizações criminosas em procurarem infiltrar pessoas, profissionais em ramos da segurança pública. […] Agora nós passamos a investigar o que fazia esse cidadão trabalhando em um escritório de advocacia com pleno conhecimento das pessoas que lá prestavam serviços. Inclusive, a pessoa que trabalha em um escritório de advocacia tem acesso a documentos sigilosos, a procedimentos judiciais, a informações de sistemas. Consequentemente, uma pessoa mal intencionada trabalhando em um escritório de advocacia terá acesso a informações privilegiadas que o levarão a colaborar com o crime”, declarou o delegado.

Ainda conforme Brown, os policiais do COPE, que trabalham descaracterizados para não terem suas identidades expostas, estavam sendo fotografados pela organização criminosa. “Como nós coletamos informações dos bandidos, procuramos saber as imagens, quem é quem, os bandidos também estava fazendo a mesma coisa com os nossos policiais. Uma vez que o COPE é uma das poucas unidades que faz combate direto as facções criminosas. Não sei se para amanhã depois tentar algum tipo de atentado, tentar algum tipo de aproximação ou apenas para ter conhecimento de veículos e pessoas que possam ser ligadas a segurança pública”.

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