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Fisioterapeuta acusado de mandar matar a ex vai a júri nesta quarta (13); relembre o caso

Andressa sofreu uma suposta tentativa de latrocínio enquanto caminhava por uma rua movimentada de Curitiba, em 2018

Rodrigo
Rodrigo Sigmura / Editor-Chefe com informações de William Bittar, da RIC Record TV Curitiba
Fisioterapeuta acusado de mandar matar a ex vai a júri nesta quarta (13); relembre o caso
(Foto: Reprodução/RIC Record TV)

12 de outubro de 2021 - 14:06 - Atualizado em 12 de outubro de 2021 - 15:56

O júri do fisioterapeuta Adriano Tiezerini, acusado de planejar um assalto para mandar matar a ex-mulher, deve acontecer nesta quarta-feira (13). O caso aconteceu em Curitiba, em 2018.

De acordo com a reportagem da RIC Record TV, desde que o crime aconteceu, a investigação não conseguiu identificar quem foi o autor dos seis tiros contra Andressa Mendes. Quatro dos disparos a acertaram.

O caso

O acusado e a vítima se conheceram em 2012, em Santa Catarina. Depois, se mudaram para o Paraná. Tiezerini era conhecido no ramo esportivo brasileiro e atuava como fisioterapeuta de personalidades importantes.

Ele, no entanto, não aceitava ser contrariado, conforme descreve Andressa: “Todas as vezes que ele era confrontado com alguma mentira, ele mudava o perfil dele de príncipe para uma pessoa violenta, desequilibrada, que podia pegar o que tivesse perto e jogar na parede”, afirmou.

Durante os seis anos em que estiveram juntos, a mulher chegou a se afastar dos familiares, sem contar o que acontecia na relação. “Hoje, de fora, eu consigo ver nitidamente todos os sinais e consigo ver a manipulação. Na primeira discussão, ele quebrou a porta do quarto. Ele parou porque eu consegui entrar e ligar para a polícia. Foi onde acendeu a luz e eu falei ‘eu fiz uma grande besteira na minha vida'”, relata.

Foi então que ela decidiu sair da relação e deixar de se submeter aos episódios violentos.

“Eu fui para ajudá-lo a fazer a mudança, levar um gatinho de volta. Eu não fui porque queria uma reconciliação. Eu fui para me livrar do que estava acontecendo comigo em Florianópolis [SC]”, explica.

No dia 29 de dezembro de 2018, após almoçar em um restaurante na Praça da Espanha, em uma região nobre da capital paranaense, Andressa andou com uma amiga pela Al. Dr. Carlos de Carvalho para ir até uma farmácia. Em vez de Adriano dar uma carona a elas, ele recomendou que fossem andando e deu voltas na quadra com o carro. Foi aí que houve a suposta tentativa de latrocínio. Na ocasião, o atirador não levou nenhum dos pertences da vítima, apenas efetuou os disparos contra ela.

(Foto: Reprodução/RIC Record TV)

“A minha amiga comentou logo que a gente começou a caminhar: ‘que estranho, por que ele não trouxe a gente de carro?’. Óbvio que, depois, analisando todos os fatos, as coisas se encaixaram”, conta.

O atirador acertou quatro disparos em Andressa. A amiga dela saiu ilesa.

“Eu fiquei quatro dias na UTI e mais oito dias no hospital. Tinha um segurança que passava e fazia ronda. Eu me lembro que todas as noites eu pedi para ele entrar no quarto, olhar o telhado para ver se não tinha ninguém, para eu poder dormir tranquila. Algo já me dizia que era o que vinha sendo sinalizado desde 2012”, revelou Andressa.

Adriano foi preso meses depois no Rio Grande do Sul. Em entrevista exclusiva ao Balanço Geral Curitiba, após passar a responder em liberdade, ele explicou o ocorrido: “Quem sabe, sabe que é uma via pública. Você não tem lugar para parar. Eu segui em frente, dei mais uma volta, não encontrei elas novamente e na terceira volta foi quando eu vi um tumulto na minha frente”, alega.

O fisioterapeuta negou participação na tentativa de assassinato e pediu que o responsável fosse encontrado. Até o momento, o atirador não foi encontrado. Ainda assim, de acordo com a reportagem da RIC Record TV, as investigações colocam Adriano como o mandante do crime.

Ele descumpriu as medidas impostas pela justiça, foi preso novamente e aguarda julgamento no Complexo Médico Penal, em Pinhais.

A defesa de Adriano Tiezerini afirmou, em nota, que aguarda com “extrema serenidade” o julgamento e negou as acusações feitas, “ressaltando que as provas produzidas dão conta de sua inocência”. Disse, ainda, que “para que houvesse uma condenação, seriam necessárias provas concretas, o que nunca houve neste processo.” No mesmo documento, chamou as acusações de “meras conjecturas e ‘achismos’, advindas de uma investigação ineficaz e
deficiente, nutrida por questões obscuras”.