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Palhaço Madruguinha faz apelo por ajuda após circo fechar: “A gente vende sorrisos, vende alegria”

Pandemia do coronavírus interrompeu trabalho de circenses e agora a família está vivendo de doações em Curitiba

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com informações da repórter Thaís Travençoli, da RIC Record TV Curitiba
Palhaço Madruguinha faz apelo por ajuda após circo fechar: “A gente vende sorrisos, vende alegria”
(FOTO: THAÍS TRAVENÇOLI/ RIC RECORD TV)

14 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:47

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus atingiram todas as áreas de trabalho, mesmo que de forma indireta. Em Curitiba, uma família circense que levava alegria as cidades do Brasil por meio da arte agora não pode mais trabalhar e nem arrecadar dinheiro para continuar os sonhos. Além disso, após estacionar o ônibus, que é a casa deles, na capital paranaense, tiveram duas baterias roubadas e um pneu furado.

Família estende a lona ao lado do ônibus e leva alegria para famílias

Para sobreviver, o Palhaço Madruguinha, a irmã mais jovem e uma amiga estão precisando de doações. No bairro Sítio Cercado, onde o ônibus da alegria está estacionado, algumas pessoas já ajudaram, porém, o alimento está acabando.

Família circense pede ajuda em Curitiba

“A gente nasceu nesse ambiente, então é muito difícil, quando a gente para a gente estranha. Chega 19h, 19h30, que é o horário que a gente toma banho, se pinta de palhaço para esperar o público chegar, mas agora é estranho, estamos aqui igual loucos sem o povo. Daí a gente fica muito triste”, conta o jovem Wesley Siqueira, de 18 anos, que interpreta o palhaço Madruguinha.

Há três semanas, os espetáculos da família não são mais realizados. Após a última apresentação, que foi em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, alguns funcionários retornaram para suas casas, porém, Wesley, a irmã e uma amiga moram no ônibus e foram até Curitiba para permanecer durante a pandemia.

Sem ter a renda dos espetáculos, os três estão sobrevivendo de doações. “Estamos nos virando com a doação, com a caridade que o pessoal está dando pra gente. Vamos ver até quando, se Deus quiser logo passa isso aí”, conta Wesley.

Desde que estacionaram o ônibus na rua Domingos Tomaz, no bairro Sítio Cercado, eles não tiveram mais nenhuma renda e ainda tiveram prejuízos. Vândalos acabaram furando um dos pneus do ônibus e roubaram duas baterias do automóvel.

circo precisa de ajuda

(FOTO: THAÍS TRAVENÇOLI/ RIC RECORD TV)

Ajude a família do circo

Com a ajuda de moradores, a família está sobrevivendo, porém, pede por mais colaborações. Para eles, dói muito ter que pedir doação e ainda não poder fazer o que mais gostam, “A gente vende sorrisos, vende alegria!”. No apelo, o palhaço Madruguinha pede também para solidariedade com os circos quando a pademia passar.

“Depois que passar a pandemia, quando o circo chegar na cidade de vocês, apoiem. A gente quer trabalhar, quer espalhar alegria, levar sorrisos. Para um adulto que assiste nosso espetáculo é uma recordação de infância, e para a criança que assiste é uma eterna lembrança. O circo é uma arte que nunca vai morrer”, declarou o palhaço.

Para ajudar a família do ônibus que leva alegria as doações podem ser feitas pessoalmente ou por meio de contato telefônico. Eles estão aceitando todo tipo de ajuda, incluindo alimentos, roupas, produtos de limpeza e dinheiro:

Rua Domingos Tomaz, em frente ao número 258 – Sítio Cercado – Curitiba
Wesley (Palhaço Madruguinha): (53) 99810-0681

Confira mais informações: