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Guilherme Becker / Editor

16 de julho de 2019 - 00:00

Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:37

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Explosão apartamento: vítimas prestam depoimentos e mulher afirma ter acendido fogão

Casal prestou depoimento nesta terça-feira (16) em hospital onde estão internados 

Explosão apartamento: vítimas prestam depoimentos e mulher afirma ter acendido fogão
Explosão em apartamento foi no dia 29 de junho (FOTO: REPRODUÇÃO/ RICTV PR)

O casal, proprietário do apartamento que sofreu um explosão no Água Verde, prestou depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira (16). Vítimas do acidente, que aconteceu durante a impermeabilização de um sofá, Raquel Cristina Lam, de 23 anos, e Gabriel Araujo de Barcelos, de 27, sofreram várias queimaduras e seguem internados. 

No momento da explosão, o irmão de Raquel, Matheus Henrique Lamb de 11 anos, que estava sozinho no quarto, foi arremessado do sexto andar e morreu. No depoimento desta terça-feira (16), a mulher revelou que instantes antes da explosão acendeu o fogão a gás para fazer café.

Explosão apartamento: mulher revela que acendeu fogão a gás

Internada no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie desde 29 de junho, dia que aconteceu o acidente, Raquel prestou depoimento pela primeira vez a Polícia Civil. A mulher revelou que estava no quarto, junto com o irmão, quando o técnico da empresa IMPESEG chegou para realizar o serviço.

A vítima contou que após o início dos trabalhos sentiu um pouco de cheiro no quarto, entretanto, quando saiu do local e foi até a cozinha percebeu que o cheiro estava mais forte. Sem nenhuma orientação por conta do técnico que realizava a impermeabilização, a mulher foi preparar o café. Mas no momento em que acendeu o fogão a gás sentiu o efeito da explosão.

O acidente ocorreu aproximadamente 20 minutos após o técnico chegar ao local. Ainda segundo Raquel, ela manteve Matheus no quarto, pois parecia ser o lugar mais seguro, visto que o cheiro era muito forte nos outros cômodos.

Explosão apartamento: proprietário conta que cena parecia pesadelo

Gabriel Araújo foi o responsável pela contratação do serviço de impermeabilização. De acordo com o homem, que também foi ouvido no hospital pelo delegado Adriano Chohfi da Delegacia de Explosivos Armas e Munições, no momento que o técnico chegou ao local pediu para que as janelas do apartamento fossem abertas, porém, sem explicar o motivo.

A vítima revelou que o quarto estava fechado com a esposa e o cunhado, por isso não abriu. Gabriel também disse se lembrar que em momento algum o técnico informou sobre o risco de acender alguma chama ou ligar um interruptor, além disso, não utilizava nenhum equipamento de segurança.

No momento da explosão, Gabriel recordou estar próximo a porta da sala, porém, não soube contar com precisão onde estariam a esposa e o cunhado. Com o impacto, o homem desmaiou e quando acordou se lembra que sentiu muitas dores nas mãos e pernas, como se estivesse em um pesadelo com um cheiro muito forte e estranho.

Relembre o caso

A explosão em um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba, foi registrada no dia 29 de junho. Sete unidades do Corpo de Bombeiro foram acionadas para controlar as chamas causadas pela explosão no 6º e último andar do edifício. No local, o fogo foi controlado, mas o imóvel ficou completamente destruído. 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma impermeabilização de sofás que era realizada por um técnico no momento da tragédia pode ter sido a causa da explosão em Curitiba.

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Matheus Lamb, vítima da tragédia (FOTO: REPRODUÇÃO/ REDES SOCIAIS)

Na tarde do mesmo dia, foi confirmada a morte de Matheus Henrique Lamb, de 11 anos, que estava no quarto do casal e foi arremessado com a explosão. Logo depois de passar pela segunda cirurgia, Matheus não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no hospital.

O técnico Caio Santos, de 30 anos, sofreu queimaduras em 30% do corpo e segue internado no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie.