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Guilherme Becker / Editor

28 de agosto de 2019 - 00:00

Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:39

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Explosão Água Verde: donos e técnico da empresa são indiciados

Delegado concluiu inquérito nesta quarta-feira (28)

Explosão Água Verde: donos e técnico da empresa são indiciados
Explosão no apartamento no Água Verde foi no dia 29 de junho (FOTO: REPRODUÇÃO/ RICTV PR)

Em inquérito concluído nesta quarta-feira (28), apresentado na Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam), três pessoas foram indiciadas pela explosão no apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba. No dia 29 de junho, um garoto de apenas 12 anos morreu devido a um acidente durante a impermeabilização de um sofá.

Os donos da empresa Impeseg e o técnico, que estava realizando o trabalho, foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, lesão corporal e por causar a explosão. Segundo o inquérito, ambos assumiram o risco que resultou na morte de Matheus Lamb.

Responsáveis pela impermeabilização são indiciados

O delegado Adriano Chohfi concluiu o inquérito sobre a explosão no apartamento no Água Verde. No documento, finalizado nesta quarta-feira (28), Bruna Formankuevisky Lima Porto Correa, José Roberto Porto Correa – proprietários da Impeseg – e Caio Santos – técnico que estava no local da explosão, foram indiciados.

Agora o inquérito será repassado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), que poderá oferecer denúncia à Justiça. 

Confira mais informações:

Relembre o caso – Explosão no Água Verde

A explosão aconteceu em um prédio, entre as ruas Dom Pedro I e a Marquês do Paraná, no dia 29 de junho. Na ocasião, três pessoas ficaram feridas e uma criança de 11 anos morreu após ser arremessado para fora de um dos cômodos.

O laudo, do feito pelo Instituto de Criminalística do Paraná, apontou que a causa da explosão no apartamento foi o uso inadequado do produto utilizado para impermeabilização do sofá que era feita naquele momento. Conforme o documento, micropartículas líquidas do material volátil e inflamável se espalharam pela residência porque sua aplicação foi feita com um pulverizador. Dessa forma, quando Raquel ligou o fogão para fazer café ocorreu a explosão.

“Notou-se que o segundo botão do fogão da esquerda para a direita (estando o observador posicionado de frente para o mesmo) encontrava-se acionado e, portanto, considera-se a hipótese mais provável a de que no momento em que o fogão foi aceso, deu-se a ignição, da qual resultou a explosão e o incêndio”, diz o laudo.

Vítimas recebem alta

  • Raquel Lamb, 23 anos, proprietária do apartamento, teve 55% do corpo queimado e recebeu alta no dia 8 de agosto.
  • Gabriel Araújo, 27 anos, proprietário do apartamento, teve 30% do corpo queimado e recebeu alta no dia 5 de agosto
  • Caio Henrique dos Santos, 30 anos, técnico de impermeabilização, recebeu alta no dia 22 de julho.
Prefeitura de Curitiba regulamenta impermeabilização de estofados

Após a tragédia, no dia 5 de julho, a Prefeitura de Curitiba regulamentou a atividade de empresas prestadoras de serviços de impermeabilização de bens em Curitiba através do Decreto 806/2019.