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Guilherme Becker / Editor

22 de outubro de 2019 - 00:00

Atualizado em 22 de outubro de 2019 - 00:00

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Curitiba

Explosão Água Verde: donos e funcionário da empresa de impermeabilização são denunciados

Uma criança de 11 anos morreu após um trabalho da empresa em um apartamento, em Curitiba

Explosão Água Verde: donos e funcionário da empresa de impermeabilização são denunciados

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou três pessoas pela explosão em um apartamento no Água Verde, em Curitiba, que resultou na morte de um menino de 11 anos e outras três pessoas feridas. Os proprietários da empresa de impermeabilização Impeseg, Bruna Formankuevisky Lima Porto Correa e José Roberto Porto Correa, e o técnico Caio Santos receberam a denúncia criminal.

Os três foram apontados como os responsáveis pela explosão que ocorreu no dia 29 de julho, durante a impermeabilização de um sofá, no apartamento em Curitiba. A denúncia foi apresentada à 2ª vara do Tribunal do Júri da capital, pois o MPPR considerou ter havido dolo eventual.

Denúncias MPPR

De acordo com a denúncia, os três assumiram o risco ao exercer a atividade dentro do apartamento da família. Além de ser denunciado, o técnico em impermeabilização Caio Santos ficou internado na UTI do Hospital Evangélico, por causa das queimaduras. Entretanto, recebeu alta e se recupera em casa.

Confira abaixo as denúncias do MPPR:

  • Bruna Formankuevisky Lima Porto Correa: homicídio consumado; dois atentados com motivo torpe e uso de explosivo
  • José Roberto Porto Correa: homicídio consumado; dois atentados com motivo torpe e uso de explosivo
  • Caio Santos: homicídio consumado; dois atentados com uso e explosivo

Relembre o caso – Explosão no Água Verde

explosão aconteceu em um prédio, entre as ruas Dom Pedro I e a Marquês do Paraná, no dia 29 de junho. Na ocasião, três pessoas ficaram feridas e uma criança de 11 anos morreu após ser arremessado para fora de um dos cômodos.

explosao agua verde

MATHEUS LAMB, VÍTIMA DA TRAGÉDIA (FOTO: REPRODUÇÃO/ REDES SOCIAIS)

O laudo, do feito pelo Instituto de Criminalística do Paraná, apontou que a causa da explosão no apartamento foi o uso inadequado do produto utilizado para impermeabilização do sofá que era feita naquele momento. Conforme o documento, micropartículas líquidas do material volátil e inflamável se espalharam pela residência porque sua aplicação foi feita com um pulverizador. Dessa forma, quando Raquel ligou o fogão para fazer café ocorreu a explosão.

“Notou-se que o segundo botão do fogão da esquerda para a direita (estando o observador posicionado de frente para o mesmo) encontrava-se acionado e, portanto, considera-se a hipótese mais provável a de que no momento em que o fogão foi aceso, deu-se a ignição, da qual resultou a explosão e o incêndio”, diz o laudo.

Vítimas recebem alta

  • Raquel Lamb, 23 anos, proprietária do apartamento, teve 55% do corpo queimado e recebeu alta no dia 8 de agosto.
  • Gabriel Araújo, 27 anos, proprietário do apartamento, teve 30% do corpo queimado e recebeu alta no dia 5 de agosto
  • Caio Henrique dos Santos, 30 anos, técnico de impermeabilização, recebeu alta no dia 22 de julho.
Prefeitura de Curitiba regulamenta impermeabilização de estofados

Após a tragédia, no dia 5 de julho, a Prefeitura de Curitiba regulamentou a atividade de empresas prestadoras de serviços de impermeabilização de bens em Curitiba através do Decreto 806/2019.

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