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Exoneração Moro: juiz federal anuncia desligamento da magistratura

Redação RIC Mais
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16 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 16 de novembro de 2018 - 00:00

Sérgio Moro vai se reunir com presidente eleito Jair Bolsonaro (Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Exoneração de Moro ocorre por conta do cargo de ministro que vai ocupar no governo de Jair Bolsonaro

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância na Justiça Federal do Paraná, pediu exoneração da magistratura nesta sexta-feira (16) para assumir o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro, a partir de 1º de janeiro de 2019.

Exoneração Moro

No documento, Sérgio Moro diz que tomou esta atitude antecipadamente – já que o projeto do magistrado seria afastar-se em definitivo das funções em janeiro de 2019 – por conta da pressão que vem sofrendo: “houve quem reclamasse que eu, mesmo em férias, afastado da jurisdição e sem assumir cargo executivo, não poderia sequer participar do planejamento de ações do futuro governo”, disse em documento.

Ainda no documento de exoneração, Moro diz que é com pesar que se desliga da magistratura e reitera que para ele seria importante continuar na função até assumir o ministério do governo Bolsonaro para assegurar a família, “em caso de infortúnio”.

O convite de Sérgio Moro para ser ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PSL) foi aceito no dia 1º deste mês. A exoneração de Moro ocorreu dez dias após ele sair de férias, no dia 5 de novembro.

O presidente do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), desembargador federal Thompson Flores, assinou, no início da tarde desta sexta-feira (16), ato de exoneração do juiz federal Sergio Fernando Moro, que passa a valar a partir de segunda-feira (19).

Veja o pedido de exoneração de Moro na íntegra (Reprodução)

Sérgio Moro ministro

Durante uma entrevista coletiva realizada na terça-feira (6), o juiz federal Sérgio Moro agradeceu a imprensa pelo trabalho de cobertura realizado na operação Lava Jato. Moro falou sobre pedidos de entrevista e críticas que recebeu, e ponderou. “Parte das críticas não foram tão corretas, talvez injustas”, disse.

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