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EXCLUSIVO–Alemanha e França pressionam por conversas sobre reforma da OMS em setembro

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EXCLUSIVO–Alemanha e França pressionam por conversas sobre reforma da OMS em setembro
Logo da Organização Mundial de Saúde em Genebra

19 de agosto de 2020 - 12:44 - Atualizado em 19 de agosto de 2020 - 12:51

Por Andreas Rinke e Stephanie Nebehay

BERLIM/GENEBRA (Reuters) – Alemanha e França querem dar mais dinheiro e poder à Organização Mundial da Saúde (OMS), já que a pandemia de Covid-19 sublinhou as debilidades financeiras e legais de longa data da agência das Nações Unidas, mostrou um documento interno visto pela Reuters.

As reformas propostas já poderiam ser debatidas na OMS em meados de setembro, disseram à Reuters três autoridades a par do assunto, um cronograma acelerado que confirmaria as preocupações crescentes das duas potências europeias com a organização, que também consideram submissa demais a influências externas.

Em um documento conjunto que circulou entre diplomatas envolvidos nas conversas sobre reformas, Berlim e Paris disseram que o mandato da OMS, que inclui evitar surtos em todo o mundo e ajudar governos a enfrentá-los, não se apoia em fontes financeiras e poderes legais suficientes.

“Não somente durante a pandemia atual, ficou claro que a OMS carece em parte das habilidades para cumprir este mandato”, disse o documento visto pela Reuters.

Referindo-se às contribuições dos países-membros com base em seu Produto Interno Bruto (PIB), um diplomata ocidental em Genebra disse: “O ponto central é a disparidade entre o mandato e o financiamento da OMS. É muito pró-OMS, deveria ter mais dinheiro e (eles estão) pedindo um aumento de contribuições estimadas.”

França e Alemanha estão buscando um consenso “de Washington a Pequim” para o documento, disse uma fonte inteirada das conversas.

A medida mostra o grande interesse dos dois países em uma reforma visando fortalecer a OMS, apesar de tratativas sobre o tema com os Estados Unidos terem fracassado no início de agosto no âmbito do G7 por causa de discordâncias a respeito da reforma.

França e Alemanha, cujos ministros da Saúde prometeram fundos novos depois de conversarem com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em junho, não ocultaram suas críticas à entidade.

Mas sua abordagem é muito diferente daquela do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, que cortou fundos, anunciou sua desfiliação a partir de julho de 2021 e acusou Tedros de ser um fantoche da China.

O plano de reforma franco-germânico se concentra no fortalecimento da OMS, em parte para habilitá-la a ser mais crítica em relação a seus membros se estes não cumprirem regras globais de transparência ao relatarem questões relacionadas a saúde e doenças.

(Reportagem adicional de Tangi Salaun em Paris em Kate Kelland em Londres)

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))

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