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Ex-ministro Paulo Bernardo é preso em nova fase da Lava Jato

Redação RIC Mais
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23 de junho de 2016 - 00:00 - Atualizado em 23 de junho de 2016 - 00:00

Em Curitiba, buscas estão sendo realizadas na casa da senadora Gleisi Hoffmann e na sede do Partido dos Trabalhadores

O ex-ministro Paulo Bernardo ((Planejamento e Comunicações no governo Lula) foi preso pela Polícia Federal (PF), no início da manhã desta quinta-feira (23), em nova fase da operação Lava Jato, denominada “Custo Brasil”. Ele foi detido em Brasília (DF), acusado de ter recebido propina de cerca de R$ 1 milhão em contratos firmados entre empreiteiras e a Petrobras. O dinheiro teria sido utilizado para financiar a campanha eleitoral da esposa de Paulo, a senadora Gleisi Hoffmann, para o Senado no ano de 2010.

Em Curitiba, buscas estão sendo realizadas na casa de Gleisi, no bairro Água Verde, e no escritório do advogado Guilherme Gonçalves (que atuou na campanha da senadora), no Batel. Três viaturas da PF estão em frente ao local. Em São Paulo, buscas ocorrem na sede do Partido dos Trabalhadores (PT). 

A Polícia Federal também prendeu, preventivamente, em Brasília, o ex-chefe da Assessoria Especial para Modernização da gestão do Ministério do Planejamento Valter Correia da Silva e o ex-vice-presidente de Gestão de Pessoas dos Correios Nelson Luiz Oliveira Freitas.

A operação

A Custo Brasil apura o pagamento de propina, proveniente de contratos de prestação de serviços de informática, na ordem de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG.

Estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 40 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva nos estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal, todos expedidos, a pedido da PF, pela 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo.

Há indícios de que o MPOG direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados, interessados na concessão de crédito consignado. Segundo apurou-se, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no MPOG por meio de outros contratos – fictícios ou simulados.

O inquérito policial foi instaurado em dezembro de 2015, após a decisão do Supremo Tribunal Federal para que a documentação arrecadada na 18ª fase da Operação Lava Jato, conhecida como Pixuleco II, fosse encaminhada para investigação em São Paulo.

Os investigados responderão, de acordo com suas ações, pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão.

Os presos e o material apreendido serão encaminhados à sede da Polícia Federal em São Paulo. As pessoas conduzidas coercitivamente são ouvidas nas instalações da PF mais próximas dos locais em que forem encontradas.

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