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EUA: Biden critica Trump após reportagem sobre suposta omissão no Afeganistão

Estadão
Estadão Conteúdo

27 de junho de 2020 - 20:21 - Atualizado em 27 de junho de 2020 - 20:21

O candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, Joe Biden, criticou o atual presidente Donald Trump neste sábado, 27, por causa de um relatório que, se verdadeiro, contém uma “revelação verdadeiramente chocante” sobre o chefe de governo e seu fracasso em proteger as tropas americanas no Afeganistão e enfrentar a Rússia.

O jornal The New York Times informou ontem, 26, que oficiais americanos concluíram meses atrás que uma unidade de inteligência militar russa secretamente ofereceu recompensas a militantes ligados ao Taleban para matar militares dos EUA no Afeganistão. Segundo o relatório, os valores seriam pagos por ataques bem-sucedidos no ano passado, quando os EUA e o Taliban mantinham negociações para encerrar uma longa guerra.

“A revelação verdadeiramente chocante, se o relatório do Times for verdadeiro, e enfatizo isso de novo, é que o presidente Trump, o comandante em chefe das tropas americanas que servem em um perigoso teatro de guerra, sabia disso há meses, e fez pior do que nada”, disse Biden, durante uma live.

A Casa Branca alega que nem Trump, nem o vice-presidente Mike Pence foram informados sobre o assunto. “Isso não fala do mérito da suposta inteligência, mas da imprecisão da história do New York Times, sugerindo erroneamente que o presidente Trump foi informado sobre esse assunto”, disse a secretária de imprensa, Kayleigh McEnany, em comunicado.

O porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, Dmitry Peskov, disse ao Times que o Kremlin não havia sido informado das acusações. O jornal citou um porta-voz do Taliban negando que seus militantes tenham um acordo com a agência de inteligência russa.

O jornal, citando autoridades não identificadas e familiarizadas com a inteligência, disse que as descobertas foram apresentadas a Trump e discutidas por seu Conselho de Segurança Nacional no final de março. As autoridades desenvolveram possíveis respostas, começando com uma queixa diplomática contra a Rússia, mas a Casa Branca ainda não autorizou nenhuma etapa, disse o relatório.

Fonte: Associated Press.

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