Notícias

EUA aplicam sanções a autoridades chinesas por repressão em Hong Kong

Reuters
Reuters
EUA aplicam sanções a autoridades chinesas por repressão em Hong Kong
Policiais revistam moradores de Hong Kong

16 de julho de 2021 - 18:03 - Atualizado em 16 de julho de 2021 - 18:05

Por Michael Martina e David Brunnstrom

WASHINGTON (Reuters) – Os Estados Unidos impuseram sanções nesta sexta-feira a sete autoridades chinesas por conta da repressão de Pequim à democracia em Hong Kong, no mais recente esforço de Washington para responsabilizar a China pelo que chama de corrosão do Estado de Direito na ex-colônia britânica.

As sanções, publicadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, têm como alvo indivíduos do gabinete chinês de relacionamento com Hong Kong, usado por Pequim para orquestrar suas políticas no território chinês.

As sete pessoas adicionadas à lista do Tesouro foram Chen Dong, He Jing, Lu Xinning, Qiu Hong, Tan Tienui, Yang Jianping e Yin Zonghua, todos vice-diretores do gabinete de relacionamento.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que as autoridades chinesas no ano passado “minaram sistematicamente” as instituições democráticas de Hong Kong, atrasaram as eleições, afastaram parlamentares eleitos e prenderam milhares por discordarem das políticas governamentais.

“Diante das decisões de Pequim no ano passado, que sufocaram as aspirações democráticas das pessoas em Hong Kong, estamos agindo. Hoje enviamos uma mensagem clara de que os Estados Unidos estão decididamente ao lado dos habitantes de Hong Kong”, disse Blinken em um comunicado.

Os Estados Unidos já impuseram sanções a outras autoridades de alto escalão, incluindo a líder de Hong Kong, Carrie Lam, e policiais graduados, por participação na redução das liberdades políticas no território.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse em entrevista coletiva em Pequim, antes que as ações fossem formalmente anunciadas, que os Estados Unidos deveriam parar de interferir em Hong Kong e que a China daria uma “resposta firme”.

tagreuters.com2021binary_LYNXMPEH6F152-BASEIMAGE

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.