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‘Eu não tenho medo deles’, diz mãe de jogador Daniel sobre acusados

Redação RIC Mais
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18 de fevereiro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 18 de fevereiro de 2019 - 00:00

O jovem, de apenas 23 anos, foi brutalmente morto em 27 de outubro de 2018, na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, após sair de um aniversário (Foto: Reprodução/Facebook)

Em vídeo, a mãe do jogador Daniel Corrêa Freitas afirmou que os acusados também tiraram a sua vida

A mãe do jogador Daniel Correa Freitas contou, abalada, que está vindo para Curitiba nesta segunda-feira (18) -onde acontece a primeira audiência do caso- para defender a honra do filho. O jovem, de apenas 23 anos, foi brutalmente morto em 27 de outubro de 2018, na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, após sair de um aniversário.

‘Eu morri também’, diz mãe de jogador Daniel

Eliana Correa iniciou o vídeo afirmando que será a voz nesta primeira audiência, no Fórum de São José dos Pinhais, que os acusados calaram. “Eles torturaram e mataram meu filho. Todos que participaram. Todos que friamente fizeram isso [morte] com ele. Tem que pagar”, contou bastante abalada.

A mãe do jogador ainda contou que muitas pessoas perguntam se ela tem medo dos acusados de matarem seu filhos, mas ela afirmou categoricamente que não tem medo. “O que eu podia temer, eles já fizeram. Então, se eu tiver que ficar frente a frente…para mim eles não vão representar nada. Estarei lá para defender meu filho, para pedir que a justiça seja feita contra esses monstros. Eles não podem ficar soltos, viver em sociedade. Eles tem o DNA assassino.”

‘Eles foram muito cruéis’

Eliana ainda relembrou sobre a ajuda oferecida pela família Brittes após o crime. “Com a frieza que eles trataram, sabendo que meu filho estava morto, me dando esperança, me oferecendo ajuda…eles foram muito cruéis, o tempo todo. Frios”, contou revoltada.

“Eles tiraram a minha vida. Eles não tiraram só a dele. A minha também…agora, tô vivendo sem muito objetivo, não sei o que eu vou fazer daqui pra frente. O que eu penso hoje é defender a memória dele, porque, ele foi pra mim, uma alegria imensa desde o dia que eu soube que estava grávida. Então, o tempo todo que ele viveu, minha felicidade era estar perto dele”, contou emocionada.

Primeira audiência do Caso Daniel

A primeira audiência na Justiça sobre a morte de Daniel Corrêa Freitas acontece nesta segunda-feira (18), no Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A previsão é de que nos primeiro dias os réus prestem esclarecimentos e contém para a juíza suas versões do crime brutal que matou um jogador.

Quem são os outros denunciados no caso Daniel:

Ao todo, sete pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) pelo assassinato do jogador. 

Edison Brittes (38 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e e coação no curso do processo;

Cristiana Brittes (35 anos):  homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;

Allana Brites (18 anos): coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor;

Eduardo da Silva (19 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

Ygor King (19 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

David Willian da Silva (18 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;

Evellyn Brisola (19 anos):  denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho; 

Jovem encontra corpo de Daniel em matagal

A RICTV | Record TV conversou com o jovem que encontrou o corpo do jogador Daniel no sábado pela manhã. Assista à entrevista!

Corpo de jogador Daniel é encontrado

Daniel foi localizado no sábado a tarde, na Colônia Mergulhão, na zona rural de São José dos Pinhais, depois que um morador da região viu marcas de sangue no chão de uma estrada rural e seguiu o rastro até o corpo do jovem. Ele estava vestido apenas com uma camiseta, com sinais de tortura, o pênis decepado e cortes profundos no pescoço, a ponto de quase ter sido degolado. “Possivelmente foi uma morte dolorosa. Ele sofreu, não morreu no momento. Foi uma coisa com bastante malvadeza. Quem fez estava com raiva”, disse Edmilson Pereira, superintendente da Polícia Civil de São José dos Pinhais.

Noite antes da morte de Daniel

Em Curitiba, Daniel passou a noite de sábado com amigos em uma casa noturna sertaneja festejando o aniversário de um deles, motivo pelo qual ele teria viajado até a cidade. De lá, no início da madrugada, por volta da meia-noite de sábado, o grupo seguiu para a residência na Grande Curitiba onde tudo aconteceu. A administração da boate afirmou que o jogador não se envolveu em nenhuma confusão dentro do local. 

Trajetória de Daniel Corrêa

A trajetória do jogador foi marcada por contusões graves. No Botafogo, rompeu o ligamento do joelho direito. O Palmeiras chegou a contratá-lo, mas o meia foi reprovado nos exames médicos. Em 2014, o São Paulo topou arriscar na recuperação do atleta.

No Tricolor, Daniel só estreou em setembro de 2015 e passou por duas cirurgias no joelho. Em 2017, foi emprestado para o Coritiba. Neste ano, jogou o Campeonato Paulista pela Ponte Preta e agora estava emprestado ao São Bento, clube de Sorocaba que joga a Série B do Brasileiro. O vínculo com o São Paulo ia até dezembro de 2018.

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